segunda-feira, 4 de abril de 2011

Primeiro dia

E começou a segunda-feira. E começou muito preguiçosa. Não fui malhar e me permiti ficar a manhã inteira na cama. Queria colocar as idéias no lugar, e confesso que estava um pouco ansiosa. Fui para Dra. Telma com painho e mainha. Gostei muito dela. Fala com muita garra e, como disse Chel, a pessoa sai de lá com vontade mesmo de emagrecer, de fazer dieta. Cá entre nós, achei que ela seria bem mais rigorosa. Nem foi tanto. E essa “liberdade” que ela concede faz com que a pessoa tenha vontade de fazer muito mais. Acho que de tudo, a pior parte será criar a disciplina de ir malhar todos os dias. E eu preciso criar este hábito. Deixar a preguiça de lado. Ir dormir mais cedo, acordar mais cedo, e fazer meu dia melhor. Da saída da Telma pra Secom as tentações já começaram a aparecer: cozinha do Júnior, um docinho na minha mesa, festinha de aniversário. Não, Não e não!!! Recusei tudo. Deu um nervosinho. Mas poxa, não vou me permitir fracassar assim, sem nem tentar. De fato nunca estive tão gorda, e isso foi constatado ao me pesar: 74kg. Acho que cheguei no meu limite. E acho que tenho consciência disso. Um grande passo. Agora vamos seguir para o segundo dia....

domingo, 3 de abril de 2011

Reinício

03.04 2h09
Aqui estou eu. Um sábado a noite, sozinha, sem sono, com a cabeça cheia de pensamentos, lembranças, planos. Aqui estou eu, retomando meu habito de escrever, de colocar para fora o que me deixa angustiada, triste, ou simplesmente o que quero fazer. Para voltar a este tempo, precisei ir lá trás, e reli coisas que mexeram ainda mais comigo. Voltei num tempo onde perdi um amor, o mais inocente dos amores que tive. Onde o futuro era incerto, e de certeza só que eu precisava mudar muito. Hoje não escrevo para ninguém, a não ser para mim. Não pretendo nem quero divulgar o blog. Não tenho a intenção de que outras pessoas leiam o que escrevo. Apenas quero usá-lo como um diário. Um diário aberto, de fato, mas que eu possa, no futuro, lê-lo e me enxergar. Ver minhas mudanças, minhas burradas, minhas besteiras, minhas conquistas. A última vez que tinha escrito foi no réveillon de 2009. Os anos se passaram. Nas minhas releituras tomei um susto quando vi que desejava tanta coisa. E vi o entusiasmo de querer mudar. Reli um texto, logo após o fim do meu namoro, onde eu tinha tanta sede que com certeza não iria encontrar água o suficiente. Eu deveria saber que nada seria fácil. Eu queria esquecer meu ex, queria emagrecer, queria ler mais, ver mais filme, dirigir, crescer profissionalmente, economizar dinheiro.... 3 anos depois eu vejo tanta coisa igual que nem consigo acreditar. A sensação é de impotência. É como dizer: Eu fracassei! Meu ex já não faz parte da minha vida. Hoje tenho ao meu lado uma pessoa que traz a paz que eu preciso. Mas enquanto as outras coisas? Não, eu não emagreci, eu não aprendi a dirigir, eu não li tanto assim, nem assistir esse monte de filmes que gostaria. Enxerguei que minha profissão tem mais baixos do que altos, e eu preciso dar a cara para bater.
Não dá mais para adiar. Hoje tenho 28 anos, e antes dos 30 quero poder dizer que conquistei algo. Que um desses objetivos saíram da minha lista de “desejos” para ser fato concreto.
Segunda vou na Dra. Telma Toledo. Minha última chance de emagrecer, porque se assim não for, continuarei me sentindo uma fracassada. Desde o começo da semana, quando consegui marcar, que venho pensando nisso. Vou ter que deixar de comer muita coisa que eu gosto, que me dá prazer. Nunca tive força de vontade, e estou sinceramente com medo de, mais uma vez, fracassar.
Vou retornar a ler “Mentiras no Divã”. Que comecei e parei. Vou comprar livros na minha área e quero alguma gramática de inglês.
Dirigir vai esperar um pouco. Sei que se quiser fazer tudo de uma vez, não vou fazer nada. Não adianta ficar ansiosa. Vamos lá Luana, vamos lá!!! Hora de mudar a cabeça, e deixar a preguiça de lado.
Me pergunto se isso não é, mais uma vez, aqueles entusiasmo que tenho quando quero conquistar algo. Ai logo depois, um tempo depois, to relendo as coisas e vendo que nada mudou. Mas não quero mais isso.
Aqui, diariamente, vou escrever tudo que quero. Tudo que preciso para que minha ansiedade vá embora. Não vou mentir nas palavras, não quero mais me enganar. Não adianta se olhar no espelho e achar que tá tudo legal. E chorar qdo as roupas das lojas não cabem mais, ou ficar um fds dentro de casa por vergonha de ir a praia. Chega NE?? Vamos começar??

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

“Esse ano, quero paz no meu coração...”

Apesar de piegas, essa música sempre me emociona no fim do ano... É desejo eterno: PAZ dentro da gente. Pensar no último mês do ano é lembrar de tudo que se passou e que está na hora de refletir sobre o que precisa ser feito para o ano que estar vindo.
Eu, particularmente, AMOOO ano novo. É aquela horinha que me coloco à disposição de mudar, de rever erros, de refletir sobre o que deixei de fazer, e tudo que foi feito. É a única hora em que olho pra trás pensando no futuro (geralmente, apenas olho pra trás).
Vejo o que Deus me deu de bom, bem como as barreiras que foram impostas. Como ultrapassei cada uma, a força, o equilíbrio e o amadurecimento que foi proporcionado. Dezembro é o mês mais corrido do ano. Tem 31 dias e parece que tem 10. É mês de sol, de dias felizes, de confraternizações, de união, de sorrisos. Parece que em dezembro, tudo é festa, é cor, é sabor, é sorriso, delírios. Mais um ano que se vai. Cronômetro zerando e pronto para um novo start. Listinha de presente em mãos, listinha de objetivos também.
Objetivos repetidos? Sempre tem.
Dezembro é mês de fechar os olhos e lembrar de tudo que aconteceu, com saudade, com prazer, com encanto. Os choros inconsoláveis, a dor, as feridas provocadas, a saudade... nada escapa. É hora de transformar tudo isso em pensamentos positivos para o novo ano vir cheio de saúde, de amor, de alegrias...
É hora de ver como Deus foi generoso comigo, com minha família, com meus amigos. É hora de olhar pra trás e ver as risadas mais gostosas, as cenas mais engraçadas, as viagens, as novas amizades, o fortalecimento das antigas, o crescimento profissional... Quanta coisa legal aconteceu!!!! Deus realmente foi muito generoso... E nas tristezas passadas, o que pude ver é que saio mais forte disso tudo, com novos aprendizados e uma outra mentalidade. Amadurecimento. Essa foi a palavra de 2009. A gente aprende que ser gente grande não é brincadeira, e ver o poder que tem ser criança de vez enquando...

Que venha 2010!!!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Amanhã...

Sabe quando o coração dói e você não entende a causa da dor? Ou até entende mas não sabe porque ela demora tanto a passar
Datas sempre me marcaram, mas se tem uma coisa que eu insisto em querer aprender é a olhar pra frente. Aquela respirada bem funda, que parece que vai consumir todo oxigênio do mundo, e fé, que tudo vai passar, até esta dorzinha.
Quando olho pra trás vejo o quanto eu mudei. Não sei dizer se pra melhor ou pior, mas acho que amadureci muito e aprendi a ser mais inteira. Mas se tem uma coisa que parece que a gente não aprende nunca é a não olhar pra trás. E ontem eu contei os anos... Foram muitos. O tempo passou sem eu nem perceber. Tudo que parecia tempos e tempos soa como ontem, e tudo que é hoje, nem soa mais...

Entre fotos, e-mails e rabiscos, a letra de uma música marcada na história: “Se amanhã não for nada disso, caberá, só a mim esquecer...” .

O presente não dói, o que dói é o passado

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Calma...

Paciência
Lenine
Composição: Lenine e Dudu Falcão



Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...


Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...


Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...


Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão raraTão rara...


Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

“E quem não gosta de samba, bom sujeito não é...”

A música sempre foi algo muito presente na minha vida. Simplesmente ADORO. Nossas fases na vida deveriam ter trilha sonora ao fundo. E sei que tem. Quem não tem aquela musica que marcou certo período da vida, que lembra daquela pessoa, daquela fase, daquela noite, daquele dia?

A música traz para mim uma mistura de sensações muito diferenciadas. Com ela posso ficar triste em questões de minutos, mas também posso sair de uma nuvenzinha negra e me alegrar como nunca na vida.

Gosto de tudo, ouço de tudo (muito eclética a minha pessoa,NE??). Ultimamente o que mais toca no i.pod é samba. Dos velhos pagodes da vida, como exaltasamba, Belo e inimigos daHP, como a nova safra de sambistas como Diogo Nogueira, Roberta Sá, Maria Rita (mistura de samba com MPB-adoroo).

Há uns dias atrás fui ao show da banda Samba dibanda, de Salvador. MARAVILHOSAAA!!! Muito samba que há muito tempo eu não ouvia: Chico, Martinália, Adoniram Barbosa, Maria Rita, Diogo Nogueira... uma enchurrada de boa música, de bom clima, de alegria no coração e samba no pé. Ooohh coisa boa!!!

A voz de Illy Gouveia, cantora do Samba Dibanda, encanta e prende a atenção. O astral do samba, a sua melodia e sua alegria até mesmo nas horas tristes. Um samba desconhecido e ao mesmo tempo tão familiar.

E se minha vida hoje fosse um samba, que tal esse aqui:

Fé em Deus
Diogo Nogueira
Composição: Flavinho Silva


A luta está difícil, mas não posso desistir
Depois da tempestade, flores voltam a surgir
Mas quando a tempestade demora a passar
A vida até parece fora do lugar
Não perca a fé em Deus, fé em Deus
Que tudo irá se acertar
Pois o sol de um novo dia vai brilhar
E essa luz vai refletir na nossa estrada
Clareando de uma vez a caminhada
Que nos levará direto ao apogeu
Tenha fé, nunca perca a fé em Deus
Pra quem acha que a vida não tem esperança
Fé em Deus
Pra quem estende a mão e ajuda a criança
Fé em Deus
Pra quem acha que o mundo acabou
Pra quem não encontrou um amor
Tenha fé, vá na fé
Nunca perca a fé em Deus
Pra quem sempre sofreu e hoje em dia é feliz
Fé em Deus
Pra quem não alcançou tudo que sempre quis
Fé em Deus
Pra quem ama, respeita e crê
E pra aquele que paga pra ver
Tenha fé, vá na fé
Nunca perca a fé em Deus
Aquilo que não mata só nos faz fortalecer
Vivendo aprendi que é só fazer por merecer
Que passo a passo um dia a gente chega lá
Pois não existe mal que não possa acabar
Não perca a fé em Deus, fé em Deus
Que tudo irá se acertar
Pois o sol de um novo dia vai brilhar
E essa luz vai refletir na nossa estrada
Clareando de uma vez a caminhada
Que nos levará direto ao apogeu
Tenha fé, nunca perca a fé em Deus
Pra quem acha que a vida não tem esperança
Fé em Deus
Pra quem estende a mão e ajuda a criança
Fé em Deus
Pra quem acha que o mundo acabou
Pra quem não encontrou um amor
Tenha fé, vá na fé,
Nunca perca a fé em Deus
Pra quem sempre sofreu e hoje em dia é feliz
Fé em Deus
Pra quem não alcançou tudo que sempre quis
Fé em Deus
Pra quem ama, respeita e crê
E pra aquele que paga pra ver
Tenha fé, vá na fé, nunca perca a fé em Deus

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Decifrando

Como conquistar alguém? Será que existem fórmulas? Já ouvir dizer que é preciso ser recatada e difícil. Não pode ficar, para que a outra pessoa lhe valorize e você faça o “diferencial”. E aí você tenta ser independente, não pegar no pé, dar espaço. E acaba sendo tachada de fria e calculista. Se você “se joga no amor”, é vista como frágil e pegajosa.

Vendo alguns casos ultimamente, percebo que não existem fórmulas para o amor. Há muito tempo, eu entendi que ninguém é obrigado a gostar de ninguém. Mas desvincular a falta de amor, ou o desamor, de você, é algo muito difícil.
Não “se culpar” por não conquistar a outra pessoa, é coisa rara. Não “se culpar” por ele ter preferido ela do que você, é só para as ricas em auto estima. Nós, a maioria, simples mulheres, mortais, nos ofendemos, nos culpamos, queremos pesquisar culpas e buscar defeitos.

Entender que simplesmente “não deu”, é para poucos e bons. Nós ainda insistimos em procurar defeitos. E na próxima oportunidade, vamos atrás de novas formas de conquistas. Mudamos nosso jeito, tentamos nos blindar, e investimos em ser pessoas que simplesmente não somos, por medo ou por tática. Se não dá certo, mais uma vez procuramos o “nosso” erro.

Às vezes acho que é o momento de largar de mão de procurar fórmulas. A pessoa vai gostar de você quando tiver que gostar. Não importa o que você faça, como você aja. Ela vai gostar de você despenteada, desastrada, insegura, ou independente.

Eu, sinceramente, não sei explicar como isso funciona, mas aos poucos, entendo que para o amor, não existe currículo nem trejeitos. Um hora, o amor vem.