quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

“Esse ano, quero paz no meu coração...”

Apesar de piegas, essa música sempre me emociona no fim do ano... É desejo eterno: PAZ dentro da gente. Pensar no último mês do ano é lembrar de tudo que se passou e que está na hora de refletir sobre o que precisa ser feito para o ano que estar vindo.
Eu, particularmente, AMOOO ano novo. É aquela horinha que me coloco à disposição de mudar, de rever erros, de refletir sobre o que deixei de fazer, e tudo que foi feito. É a única hora em que olho pra trás pensando no futuro (geralmente, apenas olho pra trás).
Vejo o que Deus me deu de bom, bem como as barreiras que foram impostas. Como ultrapassei cada uma, a força, o equilíbrio e o amadurecimento que foi proporcionado. Dezembro é o mês mais corrido do ano. Tem 31 dias e parece que tem 10. É mês de sol, de dias felizes, de confraternizações, de união, de sorrisos. Parece que em dezembro, tudo é festa, é cor, é sabor, é sorriso, delírios. Mais um ano que se vai. Cronômetro zerando e pronto para um novo start. Listinha de presente em mãos, listinha de objetivos também.
Objetivos repetidos? Sempre tem.
Dezembro é mês de fechar os olhos e lembrar de tudo que aconteceu, com saudade, com prazer, com encanto. Os choros inconsoláveis, a dor, as feridas provocadas, a saudade... nada escapa. É hora de transformar tudo isso em pensamentos positivos para o novo ano vir cheio de saúde, de amor, de alegrias...
É hora de ver como Deus foi generoso comigo, com minha família, com meus amigos. É hora de olhar pra trás e ver as risadas mais gostosas, as cenas mais engraçadas, as viagens, as novas amizades, o fortalecimento das antigas, o crescimento profissional... Quanta coisa legal aconteceu!!!! Deus realmente foi muito generoso... E nas tristezas passadas, o que pude ver é que saio mais forte disso tudo, com novos aprendizados e uma outra mentalidade. Amadurecimento. Essa foi a palavra de 2009. A gente aprende que ser gente grande não é brincadeira, e ver o poder que tem ser criança de vez enquando...

Que venha 2010!!!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Amanhã...

Sabe quando o coração dói e você não entende a causa da dor? Ou até entende mas não sabe porque ela demora tanto a passar
Datas sempre me marcaram, mas se tem uma coisa que eu insisto em querer aprender é a olhar pra frente. Aquela respirada bem funda, que parece que vai consumir todo oxigênio do mundo, e fé, que tudo vai passar, até esta dorzinha.
Quando olho pra trás vejo o quanto eu mudei. Não sei dizer se pra melhor ou pior, mas acho que amadureci muito e aprendi a ser mais inteira. Mas se tem uma coisa que parece que a gente não aprende nunca é a não olhar pra trás. E ontem eu contei os anos... Foram muitos. O tempo passou sem eu nem perceber. Tudo que parecia tempos e tempos soa como ontem, e tudo que é hoje, nem soa mais...

Entre fotos, e-mails e rabiscos, a letra de uma música marcada na história: “Se amanhã não for nada disso, caberá, só a mim esquecer...” .

O presente não dói, o que dói é o passado

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Calma...

Paciência
Lenine
Composição: Lenine e Dudu Falcão



Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...


Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...


Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...


Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão raraTão rara...


Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

“E quem não gosta de samba, bom sujeito não é...”

A música sempre foi algo muito presente na minha vida. Simplesmente ADORO. Nossas fases na vida deveriam ter trilha sonora ao fundo. E sei que tem. Quem não tem aquela musica que marcou certo período da vida, que lembra daquela pessoa, daquela fase, daquela noite, daquele dia?

A música traz para mim uma mistura de sensações muito diferenciadas. Com ela posso ficar triste em questões de minutos, mas também posso sair de uma nuvenzinha negra e me alegrar como nunca na vida.

Gosto de tudo, ouço de tudo (muito eclética a minha pessoa,NE??). Ultimamente o que mais toca no i.pod é samba. Dos velhos pagodes da vida, como exaltasamba, Belo e inimigos daHP, como a nova safra de sambistas como Diogo Nogueira, Roberta Sá, Maria Rita (mistura de samba com MPB-adoroo).

Há uns dias atrás fui ao show da banda Samba dibanda, de Salvador. MARAVILHOSAAA!!! Muito samba que há muito tempo eu não ouvia: Chico, Martinália, Adoniram Barbosa, Maria Rita, Diogo Nogueira... uma enchurrada de boa música, de bom clima, de alegria no coração e samba no pé. Ooohh coisa boa!!!

A voz de Illy Gouveia, cantora do Samba Dibanda, encanta e prende a atenção. O astral do samba, a sua melodia e sua alegria até mesmo nas horas tristes. Um samba desconhecido e ao mesmo tempo tão familiar.

E se minha vida hoje fosse um samba, que tal esse aqui:

Fé em Deus
Diogo Nogueira
Composição: Flavinho Silva


A luta está difícil, mas não posso desistir
Depois da tempestade, flores voltam a surgir
Mas quando a tempestade demora a passar
A vida até parece fora do lugar
Não perca a fé em Deus, fé em Deus
Que tudo irá se acertar
Pois o sol de um novo dia vai brilhar
E essa luz vai refletir na nossa estrada
Clareando de uma vez a caminhada
Que nos levará direto ao apogeu
Tenha fé, nunca perca a fé em Deus
Pra quem acha que a vida não tem esperança
Fé em Deus
Pra quem estende a mão e ajuda a criança
Fé em Deus
Pra quem acha que o mundo acabou
Pra quem não encontrou um amor
Tenha fé, vá na fé
Nunca perca a fé em Deus
Pra quem sempre sofreu e hoje em dia é feliz
Fé em Deus
Pra quem não alcançou tudo que sempre quis
Fé em Deus
Pra quem ama, respeita e crê
E pra aquele que paga pra ver
Tenha fé, vá na fé
Nunca perca a fé em Deus
Aquilo que não mata só nos faz fortalecer
Vivendo aprendi que é só fazer por merecer
Que passo a passo um dia a gente chega lá
Pois não existe mal que não possa acabar
Não perca a fé em Deus, fé em Deus
Que tudo irá se acertar
Pois o sol de um novo dia vai brilhar
E essa luz vai refletir na nossa estrada
Clareando de uma vez a caminhada
Que nos levará direto ao apogeu
Tenha fé, nunca perca a fé em Deus
Pra quem acha que a vida não tem esperança
Fé em Deus
Pra quem estende a mão e ajuda a criança
Fé em Deus
Pra quem acha que o mundo acabou
Pra quem não encontrou um amor
Tenha fé, vá na fé,
Nunca perca a fé em Deus
Pra quem sempre sofreu e hoje em dia é feliz
Fé em Deus
Pra quem não alcançou tudo que sempre quis
Fé em Deus
Pra quem ama, respeita e crê
E pra aquele que paga pra ver
Tenha fé, vá na fé, nunca perca a fé em Deus

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Decifrando

Como conquistar alguém? Será que existem fórmulas? Já ouvir dizer que é preciso ser recatada e difícil. Não pode ficar, para que a outra pessoa lhe valorize e você faça o “diferencial”. E aí você tenta ser independente, não pegar no pé, dar espaço. E acaba sendo tachada de fria e calculista. Se você “se joga no amor”, é vista como frágil e pegajosa.

Vendo alguns casos ultimamente, percebo que não existem fórmulas para o amor. Há muito tempo, eu entendi que ninguém é obrigado a gostar de ninguém. Mas desvincular a falta de amor, ou o desamor, de você, é algo muito difícil.
Não “se culpar” por não conquistar a outra pessoa, é coisa rara. Não “se culpar” por ele ter preferido ela do que você, é só para as ricas em auto estima. Nós, a maioria, simples mulheres, mortais, nos ofendemos, nos culpamos, queremos pesquisar culpas e buscar defeitos.

Entender que simplesmente “não deu”, é para poucos e bons. Nós ainda insistimos em procurar defeitos. E na próxima oportunidade, vamos atrás de novas formas de conquistas. Mudamos nosso jeito, tentamos nos blindar, e investimos em ser pessoas que simplesmente não somos, por medo ou por tática. Se não dá certo, mais uma vez procuramos o “nosso” erro.

Às vezes acho que é o momento de largar de mão de procurar fórmulas. A pessoa vai gostar de você quando tiver que gostar. Não importa o que você faça, como você aja. Ela vai gostar de você despenteada, desastrada, insegura, ou independente.

Eu, sinceramente, não sei explicar como isso funciona, mas aos poucos, entendo que para o amor, não existe currículo nem trejeitos. Um hora, o amor vem.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Cidade Maravilhosa


Amanhã é dia de realizar mais um sonho: RIO DE JANEIRO. Sonho simples,né? Mas sou assim mesmo, simplééérrrimaa, humilde demais minha pessoa..Hahahahaa...

Sempre quis conhecer aquela cidade tão linda e tão viva. Apesar dos noticiários estarem me preocupando bastante, mostrando tanta violência (praticamente uma guerra civil), vou com a esperança de que lá estarei abençoada por Deus, pelos meus espíritos protetores, por todos os santos e oxalás.

Quero sentir a vida da cidade, ver o Cristo, o Leblon, o samba da Lapa, os barzinhos, a praia, a cerveja, a FARM (segura o cartão de créditooo..hahahaha).

Dois dias de folga no trabalhinho para dizer que eu vim e vi.
E que seja muito divertido!!!!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O Ser Criança

Ontem foi Dia das Crianças. Dia feliz, dia que eu adorava estar com meus pais, desembrulhar os presentes, brincar a tarde toda com minhas barbies novas, minhas bonecas.. oohh doce infância.

A ingenuidade, o descompasso, o ritmo lento, a brincadeira mais acelerada. O Ser Criança é algo que permanece dentro de todos nós por uma vida inteira. Tem gente que não percebe isso e acaba enterrando essa essência, a perdendo de vista. Tem gente que a deixa ali, viva, iluminada, transparente. É bom saber quando usar este ser, um ser de alegria e de graça.

Minha infância foi a época mais doce da minha vida. Lembro das idas e dos almoços na casa da vovó Mercedes, onde sempre brincava de vendinha com meus primos no jardim espaçoso e tão verde. Lembro das brincadeiras de casinha, de escola, de barbie... onde todas as minhas bonecas ‘principais’, se chamavam Maria Eduarda (Alguma dúvida sobre o nome da minha filha??).

Lembro da paciência de arrumar, boneca por boneca, na hora de dar aula para elas. Do riso solto de mainha enquanto eu explicava, seriamente, a cada uma, como se lia a palavra bola, casa e alegria. A exaustão de fazer as ‘tarefas’ de casa de cada um, sempre modificando as letras no caderno que eu separava para cada ‘aluno’.

Como era doce a brincadeira... E quando enjoava, era hora de inventar mais, de mudar a decoração da sala, de trocar a escolinha por uma loja e inventar, inventar, inventar.
Em um lar feliz, cresci sabendo o que é ser criança e tendo nos lábios o sorriso mais gostoso e puro de uma época que não volta mais.

Agora é tempo de acreditar que poderei proporcionar aos meus filhos uma infância tão linda quanto a minha. Tão cheia de amor e carinho. Como diz painho, “o ser humano ainda tem muito que evoluir”. Sei que não será nesta vida que poderei ver meus filhos em um mundo com menos crueldade e violência, mas ainda é tempo de acreditar que o mundo pode sim melhorar e tudo depende dos nossos governantes, do nosso voto, da nossa consciência cidadã, da nossa parte.

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Em cada pedacinho de mim...

Você sabe o que é inteireza?
A primeira vez que ouvi essa palavra foi em um e-mail entre amigas (eu era uma delas). Apesar de soar estranho, entendi que a palavra se relacionava ao “ser inteiro”, ser completo. O que não sabia era O QUE aquilo representava na vida de alguém.

Sempre achamos que precisamos de alguém ao nosso lado e que não podemos ser felizes sozinhos. Ok, sou sim uma dessas pessoas. Acredito que somos feitos de pessoas e de fatos. Que cada pessoa que passa por nossa vida ajuda a construir o que nós somos, o que queremos, o que sentimos.

Que minha pele, meu cabelo, minhas recém ruguinhas, minha gordurinha extra, meu sorriso e até minha barroquinha, são resultados de gente. É muito do meu pai, é muito da minha mãe, é um pouco de um colega de trabalho, é um tiquinho de um amor passado, é muito dos amigos, é...é sempre de gente.

Na vida a gente ganha e perde pessoas que aprendemos a amar a cada instante. Quando elas partem, a dor traz até nós a incerteza da felicidade. E por muitas vezes deixamos de nos entregar e de viver por medo. E é esse medo burro que não permite sermos inteiros.

Nos é feito um buraco. Falta um pedaço da gente. Quando perdi minha vovó Mercedes há 11 anos, não fazia ideia do buraco que ela deixaria em mim. Porém, o tempo me ensinou a preencher aquele espaço com lembranças, com orações, com o sentimento de que ela está sempre por perto, segurando minha mão. O espaço deixado por amores que a vida levou hoje são preenchidos com recordações, como páginas de um livro que nós escrevemos.

Quando a folha acaba, nós viramos a página, e a história segue.

Hoje entendo que podemos ser inteiros não por ter alguém ao nosso lado, mas por ter tido. Somos inteiros quando vivenciamos a vida como se deve: de forma intensa, da forma que nos agrada. Somos inteiros quando conseguimos ser fiéis ao que sentimos, e a cada pedacinho de nós.

Inteireza hoje faz parte do meu dicionário interno, porque hoje posso sentir a paz no silêncio, a felicidade nas lembranças e a calma no acaso. É possível hoje enxergar que a plenitude vem com o tempo e a paciência. O medo burro, há muito ficou lá trás...


sábado, 26 de setembro de 2009

Retratos...

Hoje eu fiz algo que não fazia há muito tempo: mudar as fotos do meu quarto. Confesso que AMO fotos. Sou apaixonada por retratos, daquelas que olham mil vezes, que gosta de revelar, ter contato com a foto. No meu quarto existem muitos espaços para elas: mural, porta-retratos, aspirais..enfim...
Muitos desses lugares estavam vazios, talvez mostrando que a foto que um dia esteve ali, se perdeu. Mostrando talvez, que aquelas imagens, recordações, não pertenciam mais ao meu quarto nem ao meu dia dia nem à minha decoração, nem, talvez, à minha vida.
E por que tanto tempo para substituir lugares vazios?? Difícil responder. De certo, a vontade de preencher aqueles lugares com novas fotos, novas lembranças, novas recordações, de uma nova pessoa, uma nova vida.
A gente segue. Virar páginas é muito mais difícil do que imaginamos, e se reestruturar é algo que não pode ser feito do dia pra noite. É preciso calma, serenidade, paciência, muitaaa, paciência. Caminhar sem olhar para trás com apego ou mágoa é sinal de amadurecimento, e nem sempre estamos preparados para amadurecer. Me sinto uma viciada após a rehab. Curada?? Curada do meu vício de “ter alguém” ao meu lado. Aos poucos me sinto mais forte, porque me torno auto-suficiente, sabendo e descobrindo da minha capacidade de ser feliz sozinha, comigo mesma. Tendo paciência comigo, para me descobrir e aprender a viver de forma saudável, feliz. Recaídas são possíveis, mas não desejáveis.
Feliz ao ver novas pessoas nos porta-retratos. Amigos novos, imagens novas, paisagens, lugares, e ao me ver, vejo também uma nova pessoa. Não sei se melhor ou pior, mas diferente. De igual, só os sorrisos das fotos: um sorriso com sabor de felicidade...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O Maneco de todos nós

Essa semana estreiou ‘Viver a Vida”, mais uma novela de Manoel Carlos. Entre Helenas, Leblon, Búzios, Zé Mayer e tantos outros detalhes que lembram tanto o famoso “Maneco”, mais uma história com um tom de vida real.

Confesso que gosto muito de novela, no entanto, hoje em dia não acompanho nenhuma, pois o que me resta é pegar o finalzinho da novela das 21h, que é a hora em que estou chegando em casa, do trabalho.

Mas para mim, falar de novela é falar de Manoel Carlos. Por mais que todas as outras sejam ótimas e saibam como prender o telespectador, acredito que haja uma identificação maior com o enredo do Maneco.

Ok pessoas, não estou falando das casas gigantes com piscinas olímpicas, champanhe ao meio dia, carros luxuosos nem lanchas e helicópteros. Falo dos fatos: quem não lembra de Carolina Dieckman com leucemia, ou o Orestes com problema de alcoolismo, ou a malvada Dóris implicando com seus avós e lamentando a vida simples que levava, ou Tony Ramos levando uma bala perdida ao fugir de um assalto, a Gisele e seu problema de bulimia, entre tantos outros? Quem nunca se viu naquelas cenas de café da manhã onde são tratados temas como violência, política, dia a dia?

Apesar de simples, os diálogos de Maneco têm algo ‘nosso’. Sejam os lindos e famosos à beira da piscina, seja o porteiro, a empregada, o recepcionista do hotel, o trabalhador.

E as Helenas? Mulheres firmes, vivas, simples, que possuem qualidades e defeitos. Erram, e erram muito. Como todos nós.

Maneco encanta da trilha sonora aos depoimentos finais. Da abertura ao cenário. E seu elenco sempre primordial. Cá entre nós, o que é o Zé Mayer?? O pegador!! Hahahaha...

Três capítulos bastaram para eu não me decepcionar, e me ver, novamente, diante de uma grande história, que com certeza, vai emocionar, fazer rir, chorar, gerar discussão e prender o telespectador diante da tela, provando que quem foi rei nunca perde a majestade.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Somando

A mistura não é difícil e o resultado é uma delícia: praia, fim de semana, amigos, caipiroscas, sol, música, infinitas conversas, visitas especiais e muita, muita alegria.
E nas trocas de ideias e nas conversas inesperadas, descobrimos o quanto os seres humanos são diferentes.

Quando os assuntos percorrem caminhos como política, religião, comportamento, gostos, objetivos, não dá pra se conter: muitas vezes me calo, porque gosto de vê-los falar e falar e falar. Gosto de absorver a ideia que cada um tem da vida e o ponto de vista de cada uma daquelas pessoas que fazem parte do meu caminho. No final das contas, tudo acaba em risada, em piadinhas e na certeza de que nunca estaremos sozinhos.

O mundo é uma roda gigante que volta e meia nos coloca lado a lado daqueles que um dia estavam distante. Passe o tempo que passar, dentro de qualquer distancia, os laços podem estar desfeitos, mas o nó une nossas vidas. E dentro desta roda, eu me sinto cada vez mais completa.

Amizade. Que poder incrível tem esta palavra. Que sensação ela nos traz e como nos fortalece. Depois de cerca de 10 anos, passei o fim de semana com aquela que até hoje chamo de “minha melhor amiga”. Mesmo diante de sua dor com o relacionamento recém rompido, nossos nós pareciam duas fortes amarras que jamais tinham sido desfeita. De fato, sempre estávamos presentes uma na vida da outra. Nos olhamos e percebemos o quão pouco sabemos de fatos da vida uma da outra, mas nos olhares, temos a certeza de que somos irmãs de outras vidas. A ela, dei minha atenção, meu amor, meu afeto, meu abraço, meus novos amigos, minha confiança, e mais, a certeza de que somos melhores e maiores quando nos descobrimos.

Ao mesmo tempo, uma certa tristeza faz eu pensar em até que ponto eu posso ir ao me doar em uma amizade. Eu sou assim: eu me entrego, me jogo de cabeça, confio, fico em todos os lados. Mas quando a outra pessoa trata tudo isso com desdém, nada me resta a fazer. Só o tempo mostra quem são nossos verdadeiros amigos, e quem são aqueles que apenas usufruem momentos ao nosso lado. Quando não mais interessa, nem um tchau nos resta.

Gosto quando meus amigos dizem quando estou errada, quando falam, quando berram, quando me alertam, me acordam. Do mesmo jeito que gosto quando eles me fazem especial, presente, adorada, feliz.

Entre areia de praia, sol, mar, caipiroscas, músicas, conversas e risadas, a certeza de que hoje sou muito mais completa ao lado de pessoa que somam o tempo todo.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

De leve...

Doidas e Santas

Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar o nosso poder de sedução para encontrar the big one, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá prá ocupar uma vida, não é mesmo? Mas além disso, temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar loura e cafetina, ou sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.
Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos.
Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota.
Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só se for louca de pedra.

Martha Medeiros

terça-feira, 18 de agosto de 2009

A partir de hoje...



Estabelecer marcos pra mim sempre foi algo muito importante. Na vida, é preciso estabelecer uma hora pra você iniciar seus projetos, suas ações, suas vontades.
Deixar a vida seguir é importante, mas é preciso estar sempre muito focado no presente para que isto aconteça de forma sadia. Comigo não funciona assim.
Se vou começar uma dieta estabeleço um dia, se vou começar a fazer algum trabalho marco a hora; se quero mudar, é a partir de tal data de tal ano que quero que isso aconteça.
Ano novo é sempre um marco importante na minha vida, porque é quando eu gosto de planejar, de sonhar, de impor metas. Mesmo que elas não venham a ser cumpridas.
Me dizem que eu preciso parar de estabelecer marcos, porque a vida tem seu rumo, segue seu fluxo, e quantas vezes eu não quebrei estas datas? Não me importo. Quando o coração resiste a começar alguma coisa, é preciso impor sim, para que venha a força de vontade.

Viajei para Belo Horizonte. Na mala, roupas de frio,maquiagem, saudades e um tiro no escuro.
Para mim, ali seria mais uma data, e A PARTIR daquela viagem, muito ia mudar.

A partir daquela viagem, arrisquei tudo que podia em direção à minha paz. Se os resultados foram positivos ou negativos, pouco importa.

Novos horizontes. É assim que chamo hoje a capital mineira. Com sua brisa fria, sua paisagem encantadora, sua gíria gostosa, seu povo peculiar. Um divisor de águas.

Dentro de mim, uma paz nunca sentida. Calmaria.

Na mala de volta, novas amizades, risadas, lembranças, experiências, pensamentos, saudades, carinho.

E aqui, na rotina, mais um marco: A
PARTIR DE HOJE, SEREI MAIS FELIZ DO QUE NUNCA!!!
-->Ninguém pode voltar e criar um novo início, mas todo mundo pode começar hoje e criar um novo final

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Minha paz

Quando mais nada restar, quando você entender que nada mais pode fazer, quando você compreende que o tempo não volta e que nada se tem a perder porque tudo que você mais queria você já perdeu, não pense duas vezes: ARRISQUE A ÚLTIMA CHANCE!!

Pelo menos você vai encontrar a sua paz nas palavras que você expôs, na tentativa, na luta e na consciência tranqüila.

domingo, 9 de agosto de 2009

Quando o amor acaba?




Este ano meus pais completam 32 anos de casados e 38 de namoro. Ao longo dos meus 26 anos, vi os dois passarem por diversas fases. Vi amores, desamores, brigas, os vi sem se falarem, de cara feia um pro outro, os vi fazerem as pazes, trocar confidencias, risadas, beijos de boa noite e beijos de bom dia. Semana passada, ao dar o beijo de boa noite, os ouvi dizendo “te amo”.




O segredo? Mainha sempre diz que só amor não basta para manter uma relação. É preciso compreensão, carinho, respeito, cumplicidade e paciência, muita paciência.

Ao mesmo tempo ela emenda, dizendo que quando existe amor, isso tudo vem no pacote, porque é este sentimento que faz as pessoas superarem muita coisa para, no final, continuarem juntas, se fazendo felizes. Afinal, este é o único objetivo de se estar com outra pessoa: a felicidade.

Nos últimos tempos vi muitos casais jovens se separando, vi, cada vez mais, amigos fazerem parte das estatísticas dos filhos com pais separados, vi casais se declarando apaixonados e dizendo ‘eu te amo’ como se dissesse bom dia. Será que é a banalização do amor?

Que sentimento é este? Quando é que você sabe que ama uma pessoa?

Será que é quando você acorda e pensa no sorriso da outra pessoa e aquilo te dar uma sensação de bem-estar e felicidade jamais vista? Será que é quando se acolhe nos braços dela e vê que o mundo pode acabar naquele momento que você estará protegida e feliz? Será que é quando o peito dói e a respiração para porque você deseja só ouvir a voz daquela pessoa e não pode? Será que é quando você imagina seus netos correndo pelo meio da casa e ao olhar de lado é ela quem está segurando sua mão?

Amor é querer bem, é querer muito, é querer mais, é querer sempre. Amor é brilho singelo no olhar, é calmaria, é paz. Não tem nada a ver com borboletas de debatendo no seu estômago, nem o suor frio do nervoso, nem com ansiedade, nem tão pouco com vontade sexual. Isso é paixão, é desejo.

O amor é uma plantinha que preciso de tudo isso que foi citado para alimentar-se, para crescer forte, solidificar-se. Mas quando a tempestade passa, é ele, o amor, que traz a calmaria, o acalento, o abraço bom, o sorriso disperso.

E quando é que a gente deixa de amar? COMO?

Ontem, ao receber a noticia de mais uma separação, de duas pessoas muito especiais, um filme passou pela minha cabeça. O inicio daquela relação (a qual eu vi de muito perto, acompanhei...), o bem-querer deles, o brilho nos olhos, a cumplicidade, o respeito, a paz, o fruto, o crescimento, a felicidade...

Quando questionei o motivo do rompimento, ouvi a seguinte frase: o amor acabou.

Fiquei muda. Sei o que é isso. Se de um lado o amor se vai, do outro parece que cresce. Não tive o que dizer, apenas que o tempo iria ajudar a curar aquela dor, e que mais cedo ou mais tarde, aquele amor não iria nem diminuir nem sumir, mas que iríamos nos acostumar com a ausência.

Amor para uma vida inteira. Será que isso ainda existe em alguma parte do mundo? Será que vou crescer percebendo que o amor que vejo todos os dias nos olhos dos meus pais é um sonho, algo imaginário que ficou no passado? Será que eu dizer que quero achar a MINHA pessoa, àquela que vou amar até ficar velhinha, é coisa ingênua de uma pisciana romântica?

Será que terei que ensinar aos meus filhos que “nada é para sempre”?

E ao olhar fotos, relembrar momentos tão felizes, ao relembrar da paz que sentiámos naquele abraço de chegada e despedida, você se pergunta mais uma vez: quando o amor acabou?

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Falem mal, mas falem de mim!!!

A vida é mesmo interessante. Todos os dias assistimos dezenas de notícias que nos dá o respaldo de que o mundo está pelo avesso: gripe matando gente, terremotos, aviões caindo, crise financeira mundial, nosso senado invadido por uma verdadeira quadrilha, nosso Estado com greves, crianças morrendo de fome, outras sendo esmagadas no lixão... Enfim, uma série de acontecimentos que deveriam nos fazer pensar melhor sobre o mundo em que vivemos e o nosso papel nele.

No entanto, eu descobri que tem mais gente interessada no que ando fazendo da minha vida. Engraçado, né? Nunca achei que era tão importante...

Até um ano atrás, acho que passaria desapercebida em muitos lugares desta minha Maceió. No entanto, voltei a frequentar as baladas, a sair com meus amigos, conhecer gente nova, digamos, a “aparecer”. Ainda assim, quem sou eu nesse mundo de gente? Sou uma mulher, de 26 anos, que trabalha das 10h ás 21h, que cresceu profissionalmente, é reconhecida, que mora com os pais, mas paga suas contas, que rala uma semana inteira para chegar no fim de semana e poder ter o prazer de desfrutar de momentos inesquecíveis com seus amigos.

Sou simples, sigo na minha vida de forma simples e aprendi, nos últimos tempos, que julgar as pessoas não é um dever meu, nem de ninguém. Somos pequenos demais pra tamanho dever. Mas eu não aprendi isso à toa. Meu dia a dia e novas situações fizeram eu ver a importância de se preocupar mais com minha vida, do que com a vida alheia.

Não vou ser hipócrita ao ponto de dizer que nunca me reuni com as amigas para fofocar e falar da vida alheia. Por favor, né? Todo mundo já fez isso e jogue a primeira pedra quem nunca o fez. O engraçado disso tudo é que sempre que estamos falando de alguém, não paramos para pensar o que levou aquela pessoa a fazer aquilo que ficamos sabendo, ou aquilo que julgamos saber. Simplesmente falamos.

Falar por falar... Espalhar, caluniar, difamar. Ninguém que o faz pensa nas conseqüências disso. No entanto, poucas pessoas sabem de fato do que estão falando, e muitas vezes esquecem de olhar para o próprio umbigo. Já tive amigas que passaram por isso, de ter a vida especulada por terceiros, e sei bem do que estou falando.

Será que essas pessoa não tem nada melhor pra fazer não? Parece que não,né??

Eu sou uma pessoa extremamente transparente. Sou aquilo que as pessoas vêem. Se estou triste estou triste, se estou mal, estou mal. Em tudo, sempre sou assim. Como já disse, pago minhas contas, sou adulta, assumo um cargo de responsabilidade, e nunca fui questionada sobre meus valorizes e princípios, muito bem expostos e difundidos.

Santa? Sou não, obrigada!! Sei muito bem aproveitar meu tempo e minha vida. Sei muito bem seguir meu caminho e quem são as pessoas que permito que entrem nele. Tudo tem seu tempo. Tive meu tempo de namoro, dedicada e apaixonada. Tive meu tempo de sofrimento e recolhimento, hoje meu tempo é outro, de descobertas, de aproveitar meus amigos, de tomar um ou tomar todas, a meu gosto.

As pessoas que convivem conosco são as únicas que podem falar, e apenas as palavras delas terão peso em nossa vida.

Em relação a minha vida, deixo que os desocupados especulem o que quiser. Quem está de fora, assista minha vida como bem entender, e interpretem a seu modo, e se F!!!

É muita gente despeitada, invejosa e mal-amadas nesse mundo mesmo...


Banho de sal grosso JÁ!!!

sábado, 25 de julho de 2009

....sem fim...


Nossa, mais de uma semana que não escrevo...Confesso que a falta de tempo, e a preguiça que me invade nas horas de ócio, são as maiores culpadas, porque até que os assuntos aparecem, vem e vão, mas a concentração é que não está chegando.
Faço então uma pausa. Aqui, só para escrever um pouco de como o ser humano é um bicho complicado. Queremos ser felizes, mas nunca estamos 100% contentes. Temos família unida, amigos,saúde, dinheiro, bom emprego, mas nos falta um amor. Temos um amor, mas faltam as aventuras. Temos as aventuras, mas nos falta serenidade. Enfim, parece que sempre falta alguma coisa, quando na verdade, o que nos falta mesmo é coragem de ser feliz. Coragem de dizer: eu posso! E resolver as pendências do dia-dia, o que tanto nos incomoda.
Nesta complicação, acabamos dando espaço para que sentimentos não desejados reapareçam como saudade, tristeza, angústia... O foco não é mais o mesmo, e voltar ao foco anterior às vezes parece ser uma complicação sem fim.
Olho aquela capela, aqueles bancos, as flores postas, o meu passado e onde sonhei meu futuro. Na porta da capela, nada além de mim, dos meus sonhos, que foram roubados e jogados na lata de lixo. O coração dói. Porque nesta hora, o ser humano é burro demais para perceber que o sonho não acabou, apenas não está tão vivo naquele momento.
O coração hoje pede sossego, pede paz, pede silêncio, pede que tire o pé do freio, pede escuro, pede sono, pede um tempo...
E mesmo com a felicidade nas mãos, o ser humano quer solidão, quer encontrar-se com si mesmo, quer calma, quer ler, ver TV, estudar algo novo, conhecer gente nova, sair pelo mundo.
O ser humano quer qualquer coisa que não lembre aquelas velhas músicas, o velho sossego, a velha paz, a velha capela, os velhos sonhos...

...mesmo quando esses sonhos foram sonhados na solidão.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Ontem...

Ontem eu me vi em uma estrada, caminhando, com um casal na minha frente, muito na minha frente, felizes, sorrindo, juntos. Ele, de costas para mim. Sem enxergar, indiferente aos meus atos e minhas ações.

Ontem eu vi um filme na minha cabeça, e não gostei do final.

Ontem eu tentei rir e consegui apenas ser cordial.
Doeu.

Hoje, eu só quero retornar a estrada da felicidade, onde eu caminho só, mas também não vejo mais ninguém.

Hoje eu só peço a Deus a minha tranqüilidade e minha paz de espírito. Porque isso, ainda, ninguém levou..


quarta-feira, 15 de julho de 2009

Coisas que a vida nos ensina....

Tem certas coisas que a gente lê, que se não fosse pela entonação de "auto-ajuda" que possuem seriam perfeitas. Nada contra textos e livros de auto-ajuda. Eu até gosto. Mas muitos soam ao estilo: faça o que eu falo mas não faça o que eu faço.
No entanto, um amigo que recentemente passou por uma situação muito parecida com a minha (amores-desamores-amores) me mandou um vídeo com este texto. Não encontrei outra palavra que definisse melhor tudo o que eu li que não fosse PERFEITO!!

Segue o texto:

" Depois de algum tempo você aprende a diferença... a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde indo, qualquer caminho serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. APRENDE QUE NÃO IMPORTA EM QUANTOS PEDAÇOS SEU CORAÇÃO FOI PARTIDO, O MUNDO NÃO PÁRA PARA QUE VOCÊ O CONSERTE.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dádivas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."

(William Shakespeare)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Encontros e Despedidas


Assim como a música de Maria Rita, a vida se mostra cada vez mais como uma estação de trem, onde a todo o instante encontramos e perdemos de vista as pessoas que embarcam em nosso dia dia.
Assim como a música, “tem gente que chega pra ficar, tem gente que vai pra nunca mais, tem gente que vem e quer voltar, tem gente que vai e quer ficar”....
Essa semana passei por dias inusitados. Quis por diversas vezes me despedir de lugares, de projetos e de coisas que não estavam mais me motivando como antes. Vi duas pessoas queridas se despedirem da mãe, que partiu para uma viagem sem volta (pelo menos nesta vida...). Vi expectativas embarcando sem destino(Como dói isso...). Vi a verdade chegando e me despedi de paixões recém nascidas.
Percebi que no mesmo vagão que eu, sentadas aos meu ladinho, existem pessoas muito especiais. E numa viagem que poderia se tornar difícil, elas tornaram tudo mais fácil, com direito a surpresas, conselhos, carinhos, mensagens, sorrisos e piadas...
Assim como pessoas se foram, amanhã novas aparecerão, e a vida segue. Nesse vai e vem, aprendemos muito. Acima de tudo a lidar com perdas e ganhos, e a ser feliz assim, com o que temos de mais precioso: amigos, famílias e pessoas especiais que acrescentam verdade e amor aos nossos dias.
”E assim chegar e partir

são só dois lados da mesma viagem.

O trem que chega

é o mesmo trem da partida

A hora do encontro

é também despedida...”

terça-feira, 7 de julho de 2009

Porque a vida é Agora!!!

Procuro encher minha vida de alegria. A mesmice hoje me cansa, os julgamentos me enfadam, os rótulos são sem graça.
Preciso de sorrisos para viver. De sol, de amigos, de família, de colo, de música, de trabalho, de algo que empolgue e me dê tesão. Preciso conhecer gente nova, gente velha, histórias, escritores, séries, viajar, sentir o calor do dia e ver o céu sem nuvem.
O mundo é cansativo, as pessoas são cansativas, uma grande parte é chata, dominadora e tenta imprimir uma imagem que não possue. Odeio hipocrisia. Assim como odeio falsidade e mentira.
Queria poder dormir até tarde amanhã, almoçar sem pensar nas calorias, jogar conversa fora por horas e horas...Quero meu fim de ano, minhas férias, meus amigos, a caipirosca de kiwi, o vento no rosto, o mar azul da minha Maceió.

Quero ser feliz hoje, porque amanhã tudo pode mudar...



DANUZA LEÃO


Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa,contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido. Uma só.


Quanto mais sofisticado o restaurante,menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantasvezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.

O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.

A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.. A gente sai pra jantar, mas come pouco.

Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil(a imensa maioria das mulherescontinua com pavor de ser rotulada de 'fácil').

Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta. Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.

Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai.

Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...

Aí a vida vai ficando sem tempero,politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...

Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'. Deixar de lado a régua,o compasso, a bússola, a balançae os 10 mandamentos.

Ser ridícula, inadequada, incoerentee não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções.

Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebeloue disse uma frase mais ou menos assim: 'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'....

Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado. Um dia a gente cria juízo. Um dia. Não tem que ser agora.


Por isso, garçom, por favor,
me traga:

cinco bolas de sorvete de chocolate,
um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order',
uma caixa de trufas bem macias
e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente. OK? Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago . . .


Porque a vida é agora...

domingo, 5 de julho de 2009

Pedidos



No final de 2006 eu fui pra Salvador pela primeira vez. Era dezembro. 2007 se aproximava e a incerteza do que viria. Ao mesmo tempo, as expectativas, os sonhos, as vontades. Em pleno Pelorinho, tudo me encantava, e aquela terra abençoada de todos os santos tinha uma energia especial para mim. Energia inexplicável, mas que me contagiava, me deixava leve e feliz.

Em pleno Pelorinho, fiz as vezes de turista: fotos e mais fotos, trancinhas no cabelo, foto com baianas à caráter e claro, fitinha do senhor do Bonfim. Era fitinha no pé e fé no coração...






Naquela terra mágica de cantos e encantos, fechei meus olhos com força, e diante de uma baiana típica e cheia de sotaque, fiz meus 3 pedidos. O primeiro, bem real, se realizou um mês depois. O segundo, abstrato, vem se realizando ao longo do tempo; e o terceiro...Bom, digamos que o terceiro durou o tempo que precisava durar.





Hoje, julho de 2009, quase 3 anos depois, a fitinha pocou. Fitinha esta que levei ao carnaval de salvador, ao são João de Campina Grande, que me acompanhou no dia dia, na luta diária, na dor, na alegria, na praia, na chuva, no mar...





Casa de Jorge Amado...
Pelorinho...
Não sei dizer se se torna superstição acreditar que os pedidos vieram por força da fita, mas uma coisa é certa, vieram pela fé, assim como permanecem e como foram embora.





Da Bahia fica a lembrança de uma viagem tão especial. Da fitinha do senhor do Bonfim, fica a marca do sol, na pele, mostrando que os pedidos permanecem dentro da gente e que basta ter fé
para que eles se realizem...
Companhias especiais e essenciais...

sábado, 4 de julho de 2009

Tocando em frente

Há umas semanas escutei que eu era uma revoltada com o amor. Não entendi. Ou melhor, não digeri o que ouvi. Eu? Revoltada?

Aprendi que a opinião alheia deve ser ouvida, mas nem sempre precisa ser guardada. Tem coisas que precisamos filtrar e descartar. Essa, apesar da mágoa que causou por vir de uma pessoa que acompanhou muito de perto meu período sofrido, já foi descartada. Para isso, bastou eu olhar para trás. Todas as pessoas que conheci no último ano, bem ou mal, acrescentaram na minha vida, mas fizeram eu ver também que chega um período de nossas vidas que precisamos nos tornar seletivos, pois são pessoas que nada nos acrescentam.

Somar. Esta é a minha palavra de ordem no momento.

Você soma para poder dividir depois, para acrescentar sempre, para ter mais. Você soma felicidade, amor-próprio, conhecimento, prazer, diversão....

Olhando pra trás e olhando para o hoje, eu vejo amadurecimento, ao mesmo tempo certo cansaço de tudo de igual que sempre me acontece. Amores e desamores. Expectativas e desilusões. Ansiedade? Talvez....

Revoltada? Não. Apenas protegida.


Tocando Em Frente
Almir Sater e Renato Teixeira

Ando devagar porque já tive pressa
e levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei, ou nada sei..

Conhecer as manhas e as manhãs
o sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Penso que cumpri a vida seja simplesmente
compreender a marcha ir tocando em frente
como um velho boiadeiro
levando a boiada eu vou tocando os dias
pela longa estrada eu vou, estrada eu sou

Conhecer as manhas e as manhãs
o sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia, todo mundo chora
Um dia a gente chega no outro vai embora
cada um de nós compõe a sua história
cada ser em si carrega o dom de ser capaz
e ser feliz

Conhecer as manhas e as manhãs
o sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Ando devagar porque já tive pressa
levo esse sorriso porque já chorei demais
cada um de nós compõe a sua história
cada ser em si carrega o dom de ser capaz
de ser feliz

sábado, 27 de junho de 2009

Busca




Crescer é algo que dói muito. Aprender a se enxergar sozinho, para poder enxergar suas vontades, seus desejos, seus gostos, seus valores e suas angustias, não é algo nem simples nem fácil de fazer.

Não, eu não cheguei a tal estágio, mas venho numa busca constante de resgate. Resgatar o que ficou lá trás, perdido no tempo, enquanto eu me distraia num conto de fadas de gente grande. Desta história, algumas marcas vão ficar, outras já se foram e outras virão. Porém, saber o caminho para chegar até elas é um desafio, e essa trajetória nos prega peças que nem sempre estamos prontos para enfrentar.

Este resgate de si mesmo é uma fase de crescimento que muitas vezes sufoca por não nos dar a dimensão do que estar por vir, nem nos permitir voltar atrás, para nosso acalento de antes. Para pessoas que não possuem tanta força de vontade assim – como eu- e que vivem deixando tudo para “amanhã”, as coisas tornam-se ainda mais difíceis. Quando a dor vem queremos fazer tudo HOJE , já, agora. Mas mudar demora. E quando chega amanhã a dor é amenizada e parece que você esquece de crescer.

Vivo uma busca constante de mim mesma. Sei de onde parti e por onde passei, mas não me enxergo ainda e por isso às vezes é difícil saber para onde ir. Valores, gostos, desejos, vontades... Olhar para dentro e vê sentimentos misturados, embaralhados. Em Alice no País das Maravilhas, Alice chega para o gato e diz: — Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
— Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
— Preocupa-me pouco aonde ir - disse Alice.
— Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas - replicou o gato.

Para saber o caminho muitas vezes é preciso saber onde você quer chegar e saber isso é fazer um resgate de si, dentro do seu mundo, em busca da sua paz interior e daquela felicidade que todos falam.

Minha busca continua...

terça-feira, 23 de junho de 2009

SAUDADES TREMENDA DE CAMPINA GRANDE

Por anos e anos as histórias de farras das minhas amigas alimentaram meu imaginário. Eram viagens, shows, festas... ouvia tudo atenta, dava risada, achava que tinha amigas loucas e me divertia com a história de cada uma. Porém, eu havia feito uma escolha, e não me arrependia daquilo, nem sentia falta de participar das aventuras delas.

Como não somos donos do destino (Graças a Deus, porque muitas vezes esse destino nos apresenta surpresas maravilhosas), fui colocada diante da oportunidade de participar de tudo aquilo. Entãããão...vamos lá,né?

Férias de verão- OK
Boate dia de semana- OK
Ir trabalhar de ressaca- OK
Ir trabalhar sem dormir- OK
Acontecimentos impublicáveis- OK
Carnaval em Salvador- OK
Etc, etc, etc...

A lista ainda tem algumas coisas pendentes, mas em um ano participei de momentos que eu diria que é necessário para vida de todo ser humano. A velha história do “o que vou contar aos meus netos”, e o que a gente vai fingir para eles que nunca fez, né? (manter a moral perante os netinhos é fundamental!!).


Entrando para esta lista, chegou o São João. Como comentei em post anterior, eu nunca fui muito fã. Nunca participei das festas, tinha horror às músicas, não sabia dançar, etc, etc. Cada vez mais percebo que, quanto mais a gente abre a cabeça pro mundo, o mundo se abre na nossa frente. Como é BOOMMM São João...

Dançar colado, com qualquer desconhecido, sentir o som e o ritmo dessa dança que, mesmo com as letras de música mais esdrúxulas do mundo, desperta uma alegria e uma folia em qualquer pessoa.

Passei o último fim de semana em Campina grande. Fui lá, conhecer o que todos diziam ser o melhor são João do mundo.

Confesso que fui desanimada, meio abusada e achando que não ia gostar. Que engano!!! Que lugar bom, de energia boa!! Praticamente um carnaval junino. A vila forró arrepia. E a gente rir, a cada passo. Ser diferente lá e vesti-se normal. No mais, parece um desfile de fantasia. Ohh povooo bregaaa (E convenhamos, a maioria era de Maceió). É TREVAAA!!!!! É TROVÃÃOO MESMOO!!!

Em Campina Grande, a regra é clara: só pode negar uma dança por noite. Chegue feio, bonito, gordo, magrelo, metidos a cowboy, chapéu de palha ou de couro. Tem que dançar. Os pés doem, mas a vontade é de dançar muito mais.

Chega cedo, pega uma mesinha e o famoso “kit”: vodca, refri e gelo. E rende, viu? O calor faz você achar que aquilo é água, mas o efeito não é de água mexxxmooo....

E as histórias hilariantes continuam: “Cheell, tira a mãoo do geloo!!!!”...10 pessoas e um quarto; “Henrique, não entra agora! Henrique, fica aí na sala, Henrique, não sai da varanda...(e o coitado do Henrique obedecendo, dentro da sua PRÓPRIA RESIDENCIA, né Carol?). Intimidade é mesmo FOODAAA!!! ... e o Pedro da Picanha? Com direito a 1,5kg de carne e com direito a x-picanha pós Vila...hahahahaha..... “Uii que gasturaaaaaa”, segura o murooooooo, “thundercats uuuooooooooooooo”, “vai coleguinhaaa”, natiruts na parada; É chuvaa...com lama até a canela, blusa ensopada, escovinha desmanchada e moça chegando em plena Vila forró com toca de banho na cabeça..E quando é guerra...é guerra! Mata a caça e mostra!! Hahahahahaha.... oohh desmantelo TREMENDOOOOOOO....

E as músicas?? As melhores: “ chora me liga”, ‘cabou cabou, bobeou dançou, você vaciloouuuuu não tô falando grego não to...”, “me chama de my love, my love, my love; me chama de meu bem meu bem meu bem; me chama de my love, my love my love, me chama de cachorro já estou ficando louco”....melhooorr de todas... E aja goela, e aja salto, e aja pé pra arrastar tanto...

E de tudo, ficou o inesquecível, os momentos únicos, insubstituíveis, que faz a gente vê o quanto vale a pena viver tudo isso. E campina Grande vale muito a pena!!!!




quinta-feira, 18 de junho de 2009

Classificados

Você é bonita, é inteligente, tem seu trabalho, é competente e bem humorada. Você não cobra presentes, apenas um pouco de carinho e atenção. Você abre mão das saídas com suas amigas, da caipirosca no point do verão, das roupas curtas e das risadas empolgantes. Você abre mão de você. É dedicada, carinhosa, compra mimos e escreve cartinhas de amor. Manda e-mails apaixonados e torpedos só para dizer que lembrou do amado. Você convive com os amigos mais chatos e inconvenientes, espera o futebol acabar no domingo para irem ao cinema, obriga sua família a comer, no almoço de domingo, a comida preferida dele. Você abre mão de viagens com a turma e passeios da faculdade. Você vira cúmplice, procura agradar a família dele a todo instante e é simpática com as amigas de colégio.
Você beija legal, não nega uma noite de amor (pode ser manhã ou tarde também) e faz tudo para agradá-lo.
Você passa horas e horas no banho para quando ele chegar você estar linda e cheirosa. Gasta horrores com academia, salão e roupas, tudo para ser sempre a mais atraente para ele. Engole sapos e rãs só para não fazer raiva. Compra revistas de cultura só para ter mais assunto e escuta as músicas preferidas dele só para poder cantar junto.
Isso tudo acima poderia compor um belo currículo amoroso, no maior estilo “procura-se”. Quem não se interessaria por uma pessoa assim? Isso basta?
Ouço muitos homens dizerem que não entendem as mulheres. E quem disse que nós entendemos os homens? Eles dizem que ama e no dia seguinte pulam fora da relação; eles se esforçam para passar uma noite com você e no dia seguinte estão com outras; eles correm atrás para namorar e quando conseguem ficam esquisitos e acabam a relação. Será que somos nós mesmo que precisamos de manual? Será que não está implícito que tudo que queremos é uma pessoa que nos ame, no dê carinho, atenção, ou esqueçam tudo isso, basta serem maduros e sinceros. Sonho de consumo....
Quando queremos acompanhá-los nesta louca ideia de serem liberais, despreocupados e desprovidos de sinceridade, nos transformamos em “loucas devassas atrás de orgias”...hahahaha...piada,né???
Sei que o amor só vai nos encontrar quando estivermos de bobeira, um dia de quinta, quando estivermos despenteadas e correndo por conta do trabalho. Porque ele realmente aparece assim, do nada..
Enquanto isso, o que custa conhecermos pessoas sérias, interessantes e que levam a palavra “sinceridade” a sério? (Pra não dizer maturidade...)
No meu coração de pedra ainda existe a esperança de vivermos em um mundo assim...digamos...melhor...

sábado, 13 de junho de 2009

Ao 12 de junho, uma despedida.


A vida é uma constante escolha. Todos os dias ao acordar você inicia esta maratona: escolher o que vai comer no café da manhã, escolher o que vestir para o trabalho, escolher se vai para academia ou se vai dormir mais um pouco... São todas essas escolhas que definem o rumo da sua vida e o que você é. Acredito muito em destino, mas mais do que isso, acredito que podemos intervir nele, mudá-lo, guiá-lo, a partir das nossas escolhas.


Há um ano, o destino resolveu brincar comigo. Colocou-me numa estrada inesperada, sombria até então. O que fazer?? Por algum tempo, minha escolha foi me fechar no escuro, olhando para trás e não conseguindo seguir adiante. Todos os dias, minha escolha era viver uma vida que já não mais existia, e eu brigava com o destino, sem querer aceitá-lo e sem fazer nada para modificá-lo.


Acreditava que a fé poderia me confortar diante de uma dor que, para mim, naquele momento, era única e intolerável. Neste momento, uma “pessoa” chegou até mim e disse: - você pode escolher como quer viver. Toda treva existe uma luz ao lado. Escolha olhar para a luz.


Ainda por algum tempo, eu acreditava que não tinha esta escolha, e apenas seguia, escolhendo olhar para trás ao tempo em que achava que seguia adiante. Tentava escolher ser feliz todas as manhãs, mas esta escolha não era feita com o coração. Queria continuar brigada com o destino.
Chega uma hora em que você precisa sair deste escuro, desta “treva”. Escolhi desabafar. Escolhi colocar para fora minhas mágoas, meus sentimentos ruins, e até, os verdadeiros. Escolhi me expor por mais 5 minutos, tentando recuperar um caminho que o destino já avisara que não era mais meu. Diante disto, escolhi olhar para a luz. Desta vez, de verdade, com vontade e de coração.


A dor sentida há um ano hoje é acalento, é sentimento de lembranças de uma vida vivida e que não volta mais. Sensação de dever cumprido, porque a todo o momento eu escolhi ser a melhor pessoa. Hoje, o destino resolveu brincar de se redimir. E eu resolvi escolher ser feliz.


Me dou uma chance para o hoje, abro meu coração, mudo meu destino, escolho meus caminhos, dou meus primeiros passos, sonho, tenho expectativas, deixo o coração acelerar quando ele quer, deixo as “borboletas se debaterem no estômago”, arrisco, fico ansiosa, espero o telefone tocar, me arrumo como se fosse o primeiro encontro. Não por “ele”, mas por mim, porque hoje eu escolhi ser EU, hoje eu escolhi a luz de um dia de sol, e não mais a escuridão de um quarto triste.


Ao dia de ontem, felicidades...O mundo gira.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

VIVER DESPENTEADA

Li esse texto e fiquei encantada...
Texto leve, alegre, feliz..assim como deve ser a vida, assim como tem sido a minha vida...

porque o lema sempre é "Eu quero mais..."!!! Muito mais!!!

VIVER DESPENTEADA

Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie, por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade…O mundo é louco, definitivamente louco…O que é gostoso, engorda. O que é lindo, custa caro. O sol que ilumina o teu rosto enruga.E o que é realmente bom dessa vida, despenteia…

- Fazer amor, despenteia.
- Rir às gargalhadas, despenteia.
- Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia.
- Tirar a roupa, despenteia.- Beijar à pessoa amada, despenteia.
- Brincar, despenteia.
- Cantar até ficar sem ar, despenteia.
- Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível…

Então, como sempre, cada vez que nos vejamos eu vou estar com o cabelo bagunçado…mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida.É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que decide não subirPode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável, toda arrumada por dentro e por fora.

O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença:Arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça, coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique seria…E talvez deveria seguir as instruções, mas quando vão me dar a ordem de ser feliz?Por acaso não se dão conta que para ficar bonita eu tenho que me sentir bonita…A pessoa mais bonita que posso ser!O único que realmente importa é que ao me olhar no espelho, veja a mulher que devo ser.

Por isso, minha recomendação a todas as mulheres:Entregue-se, Coma coisas gostosas, Beije, Abrace, dance, apaixone-se, relaxe, Viaje, pule, durma tarde, acorde cedo, Corra, Voe, Cante, arrume-se para ficar linda, arrume-se para ficar confortável. Admire a paisagem, aproveite e acima de tudo, deixa a vida te despentear!!!!

O pior que pode passar é que, rindo frente ao espelho, você precise se pentear de novo...

(Autor desconhecido)


Porque eu adoooooroooo me despentear!!!

terça-feira, 9 de junho de 2009

Viva São João


Eu nunca gostei de São João. O mês de junho sempre foi um tormento: chuva, forró, bombinhas, fogueira, competição de quadrilhas na TV, roupas esquisitas, canjica, pamonha... nunca gostei de nada disso. Um pouco rabugenta a minha pessoa,NE? Mas não adiantava, chegava junho e lá vinha a chateação.
Hoje minha vida se encontra em uma completa fase de mudanças. Faz parte do meu processo natural de redescobrir quem sou. Nesta fase, venho cada vez mais me apegando aos festejos juninos. Show de forró se tornou o programa preferido, e cada vez quero mais. Tem coisa melhor do que se esgoelar cantando “Tooooda vez, que eu chego em casa e você não vem, vem logo alguém pra me dizer, que viu você com outro amor...”... muitas dessas letras me levam aos meus 15 anos, quando eu adorava ficar até tarde da noite ouvindo músicas de forró e pensando no amor. Nesta época a grande atração da cidade eram os palhoções, com shows de bandas de forró, com quadrilha, com gente bonita e animada.
A minha falta de ritmo nunca me permitiu ser a dançarina perfeita, mas segundo uma amiga, é só deixar o par te levar (ok, ainda é uma dificuldade, mas venho me atrevendo cada vez mais nesta modalidade de dança). Minha próxima empreitada nesta época será conhecer o São João de Campina Grande. Bom, depois de carnaval em Salvador, nada mais justo.
Então, aguardem cenas dos próximos capítulos, porque dessa vez, ou eu me apaixono de vez por esta festa, ou continuo sendo a rabugenta de antes.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Na Terra do Nunca

Muitas vezes acho que o tempo parou no mundo encantado dos meus pais. Por anos e anos eu fui a princesinha da casa, a boa menina, a ovelha cor de rosa (meu irmão, claro, a ovelha negra...hihihihi...). Era ele quem chegava bêbado em casa, que farrava durante a semana, que tinha problemas com a coordenação do colégio por gaziar aulas, e mais outras coisas. Eu era a princesa, a “nenê”, como meu pai me chama até hoje. Esse mundo mágico de Oz se intensificou pelo fato do meu namoro ter durado 6 anos. Por todo este tempo poupei meus pais da preocupação que todos eles tem quando os filhos estão na casa dos 20 e poucos anos. E aí chega na faculdade e os amiguinhos da escola se vão, as festinhas de aniversário são substituídas por festas regadas a bebida, sexo e rock’n roll, e as viagens ao litoral são trocadas pro congressos cheios de historias. Livrei meus pais disso tudo, e eles devem se sentir aliviados por nunca terem me visto de porre, nem se beijando com algum desconhecido.
Pois bem, como agir quando o namoro acaba e você ver na sua frente todas as possibilidades de diversão jamais experimentadas? O pote de água está ali, brilhando para você, e você sedenta por tudo aquilo. Vai se chegando, bebendo da água aos pouquinhos, mas algo te segura, te prende. É quando você se dá conta que não cortou o cordão umbilical. Dar satisfação de tudo que você faz, pra onde vai e com quem vai, torna-se cansativo e você precisa de espaço para crescer.
Assim como um bebê, que quando chega aos 9 meses precisa sair da barriga da mãe, é chegada a hora de sair do ninho. Mas como explicar isso de forma que eles entendam que você não está simplesmente virando as costas para eles e virando uma devassa?
Toda situação ainda tem um agravante: por eu morar um pouco longe da badalação, costumo passar o fim de semana na casa da minha prima ou de algumas amigas. Poupando-os, mais uma vez de enxergar que a filhinha cresceu.
Quando meu irmão casou, a vigilância intensificou. Acho que o fim do namoro foi um pesadelo para meus pais. Minha mãe costuma dizer que o tempo em que ficou preocupada com meu irmão, eu estava namorando, agora que ele casou, eu é que estou dando preocupação. Nada mais justo, não acham???
Este domingo fui bombardeada com uma série de perguntas depois de ter saído com 3 amigos e voltado para dormir em casa.
-Veio com quem?
-Com fulano.
-Quem é fulano?
-É amigo de siclana.
-E porque siclana não estava junto?
-Mãããããeee, vou dormir! Boa noite!!!!
Pô, já eram 3 da manhã...
4 dias depois, novo interrogatório.
- Quem é mesmo fulano? Que você voltou domingo?
- É o fulano mãe, amigo da siclana.
- mas você não disse que fulano não tinha carro e que por isso ia voltar tarde, para espera-lo?
-Não mãe, eu disse que íamos esperá-lo, mas não disse nada dele vir com a gente.

Às vezes tenho a impressão de que minha mãe faz parte do serviço de inteligência da CIA.
Continuando....
- não minta para mim...
-mãe, não estou mentindo, estou contando a verdade, e vou parar de falar porque minha psicóloga disse que preciso parar de falar tudo para você
- Meu Deus, essa psicóloga não gosta de mim. Somos amigas, minha filha.

Putzz, começou a chantagem emocional...

-Não mãe, não deixei de ser sua amiga, mas não posso mais falar agora porque estou trabalhando...
- ta certo, ta certo, mas depois você me conta,ne?
- conto mãe, conto tudo..

Não, eu não vou contar mais nada. É minha vida e tudo tem limite. Confio demais na minha mãe e, de fato, ela é uma amiga maravilhosa, mas Peter Pan está saindo da Terra do Nunca (aos 26 anos) e é chegada a hora de caminhar sozinho...

terça-feira, 2 de junho de 2009

Não se reprima

O que é o desejo para você? Muitas vezes ocultados por nossa mente, o desejo é uma vontade quase que absurda de algo que tem como finalidade a satisfação pessoal. É a vontade de obter ou usufruir de algo. Quanto mais difícil de concretizar ou realizar mais forte se torna...E é aí que mora o perigo...
Tem um ditadinho que diz que é preciso ter cuidado com o que se deseja, pois ele pode se tornar realidade. Confesso que queria que este ditado acontecesse sempre comigo...ultimamente ando desejando muitas coisas: a felicidade, uma vida de trabalho, de risadas, de bons amigos, de família, de ter alguém do meu lado, da fazer o impensável, de comer torta de sonho de valsa sem engordar, de ter quem a gente gosta por perto...
Desejo de viver sem pensar no que os outros vão achar dos meus atos, e mais do que isso, rir muito de tudo que fiz no dia anterior sem pensar em conseqüências...
Aprendi que é preciso respeitar nossas vontades e se libertar..
É isso que desejo ao meu próximo...liberdade...de ir e vir, de amar, se embebedar, fazer besteira, de sorrir de tudo, de ter uma vida boa, de ter saúde, de ver a família feliz....
Desejo de fazer loucuras para contar um dia aos netos e quem sabe, até não contar...desejo de ser simples, calma, e de enlouquecer quando der vontade...
E quando realizar tudo que desejo, desejar ainda mais...

sábado, 30 de maio de 2009

Vai um forrozinho aí??

Show: 25,00
Bebida: 30,00
Ver gente feia, brega e rir mangando do povo com as amigas a noite toda: não tem preço!!

Tem coisa melhor do que sair com as amigas? Não, definitivamente não tem... ainda mais quando a companhia delas é a única que salva a noite. Ow vida, alguém colocou olho na minha saída, só pode... sempre é assim, basta eu querer muito ir para algum lugar que dá errado. Quem falou ai que Geraldinho Lins é conhecido? Putzz, eu não conhecia nenhuma música... tudo bem, fiquei abduzida por 6 anos, mas nem minhas amigas conheciam. E que reunião de gente feia era aquela?? Acho que foi encontro nacional da comunidade “sou feio mas to na moda”... moda?? Acho que perderam o bom senso... blusa rosa de cetim e bota?? UUiii... gordinho de blusa xadrez sozinho, no meio do maikai.. Quem se arrisca?? Vai dar uma de difícil? Nao pode, o moço se atraca com outra... vamos lá, animação, figa, algum feinho vai se chegar e chamar pra dançar. Vai??? Muito nãããooooo...

E no dia seguinte ainda acordar cedo pra ir trabalhar com ressaca e dor de cabeça...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Internet nossa de cada dia

Minhas amigas dizem que sou louca pelo simples fato de ser, COMPLETAMENTE, viciada em internet. Acho que tem um pouco de verdade nisso, no entanto, não deixo de sair, nem de dormir, nem de fazer nada por causa do computador. O que acontece na maioria das vezes é que procuro sempre deixá-lo ligado (não apenas o computador, mas o MSN também). Posso ir ver um filme, posso ir conversar com minha mãe, ir na sala do chefe... Ele sempre estará, “on line” (na maioria das vezes ocupado ou ausente).

Anos atrás entrei na onda do orkut. Vicio!! Há pouco tempo comprei meu notebook. Sabe aquelas compras que você demora para realizar mas são as melhores das melhores? Em 7 meses de uso, já convivi mais com ele do que com meu jeans favorito. Mais recentemente descobri o blog. Foi penoso iniciar. Via meus amigos escrevendo, conversando sobre o que iam postar, e eu lá, caladinha... Às vezes tinha muita vontade de ter um, mas tinha medo de não saber o que escrever (Essa falta de inspiração ainda é um problema). Mas criei coragem. Primeiro fiz um blog para servir como diário, e este ninguém teve acesso...no fim, acabei optando por fazer um público, onde qualquer pessoa pode entrar e ler. No mais, me divirto com tudo que esta tecnologia pode nos proporcionar. Navegar pelo mundo deitada na minha cama, é a melhor coisa.

Ter acesso à noticias, fofocas, dicas de moda, cultura, à blogs divertidos, blogs que nos encanta, músicas, filmes.. Poder conversar com amigos que estão em São Paulo, Brasília, Minas, e no fim do mundo (ou vocês acham que lá não tem internet??). E é justamente este contato que mais me encanta. Como senão bastasse tudo isso, esta semana iniciei minha saga pelo Twitter. Já tinha ouvido falar, várias vezes por sinal, mas nunca tinha me arriscado..acho que era o medo de gostar..Rss.. ainda não sei mexer muito, mas lá estou eu, “bulindo”, como diz o alagoano. E já ta virando vicio. Cada flash é uma frase escrita..um passo a passo do meu dia, do meu estado de humor. To achando pouco o tanto de coisa que tenho que fazer. Só pode....

domingo, 24 de maio de 2009

Domingo e chuva

Tem um texto belíssimo da Martha Medeiros que diz assim: “A dor-de-cotovelo corrói milhares de corações de segunda a domingo — principalmente aos domingos, quando quase nada nos distrai de nós mesmos”. É um texto que fala da separação como um ato de amor. Agora vocês imaginem um domingo desses, com ressaca e chuva. Coração vazio, cama vazia, casa vazia. Parece que o olhar sob nós mesmos criam lentes de aumento, e o que você enxerga?

Acho que neste momento prefiro não me voltar tanto para mim, e procuro me distrair com amenidades, com conversas sem sentido com as amigas no MSN (com todas reclamando do domingo de chuva, do tédio e da falta do que fazer), com as lembranças da noite anterior, com fofocas de site e uma vez ou outra eu arrisco ligar a TV e ver o Faustão. Hoje o dia não está bom nem para uma boa leitura, nem um bom filme. A mente não permite tamanha serenidade.

Não gosto de chuva. Não gosto de domingo. Meus domingos já foram melhores em duas épocas muito distintas da minha vida: aquela que era divertido até assistir “dança dos famosos”, no Faustão, comendo sanduíche da Super Pizza; e aquela, menos distante, que era divertido se maquiar, se arrumar e ir para domingueira.

Hoje, nem um nem outro faz sentido. A preguiça é extensa, o corpo já apresenta um cansaço de quem quer tranquilidade, e quem diria, a segunda-feira já nem assusta tanto. O corre corre hoje me anima mais. A rotina de academia-trabalho-casa é mais produtiva e me acrescenta muito mais que os fins de semana de agito. Nossa, será que estou ficando uma velha? Como diz o velho ditado: “mente vazia, morada do diabo”. Acho que o problema não está tanto no domingo, mas no que fazemos com o ócio que geralmente ele nos proporciona.

Ufa!! Amigas me convidam para um jantarzinho japonês. Pelo menos agora a reclamação sobre o domingo não vai ser virtual...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Eis o fim de semana

Complemento do post anterior: Ao ativar o Coração de Pedra, desliga também o botão “expectativa”. Vixe!!! Alguém já disse como é ruim??

Ainda bem que o fim de semana chegou. Sexta é dia de descanso (porque eu estou em um projeto ai – trato do projeto mais adiante - e preciso acordar mais cedo no sábado). Mas algo me diz que amanhã....Eu quero mais tomar uma, ver os amigos, e ouvir: “hááááá muito tempo que eu te quero, esperooooooo por você...dizer que estou apaixonado, mas fico calado, o que vou fazer....” UUUIIIIIIIIIIIi

ATIVA CORAÇÃO DE PEDRA, ATIVA!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Coração de Pedra ATIVAARRR


Por que encontrar o amor da sua vida é tão difícil? Na minha teoria, cada pessoa devia vim com uma senha correspondente à outra senha do sexo aposto (Ta certo, se fosse o caso, do mesmo sexo, cada um com suas opções). Ai quando a gente estivesse assim, meio de bobeira, a gente divulgava nossa senha e pronto...A outra pessoa poderia estar no Pólo Norte (talvez em busca também da sua senha perdida), mas saberia que você já está ali, linda e disponível. Então marcariam um encontro e pronto! Achou-se a tampa da panela, o chinelo para o pé velho, o limão da tequila. Mas não, a vida é um pouco mais complicada...


Hoje, conversando com três amigas, e depois de um fim de semana de mais lamentações, pude ver o quanto está difícil encontrar um amor de verdade. Daqueles que correspondem, se você me entende. Tudo parece ser tão complicado...E nem deveria. Mas sempre é assim: o carinha que você gosta já encontrou a mulherzinha que ele gosta, ou não te dá muito valor, ou de repente torna-se frio e estranho, ou aparece namorando outra do nada, ou vai embora morar longe, ou mora ali, onde Judas perdeu as botinas, ou...Simplesmente ele não te quer. Sempre há empecilhos. E ai você pensa: “Nossa, algo de muito bom deve estar reservado para mim, porque eu só me F!”. Realmente deve ter mesmo, ou se a fé acabar, que tal um banho de sal grosso? Porque no mínimo isso é olho gordo das mau-amadas que não conseguem te ver linda e feliz.


Ai sempre tem um engraçadinho que diz: “você precisa ser feliz com você mesma”... Tenha certeza: ou essa pessoa é uma frustrada e fica com essa desculpa porque de fato não consegue arrumar ninguém, ou essa pessoa nunca realmente ficou sozinha.


No momento, eu estou aqui... pegando algumas senhas erradas pra ver se alguma bate com a minha, e adorando dizer para minhas amigas tudo que elas tanto me falavam quando eu dizia que era difícil achar o amor da nossa vida. Que bom seria se tivéssemos uma tecla “Foda-se”, e pudéssemos acioná-la a cada decepção, a cada fora levado, e toda vez que aquele carinha resolvesse brincar com nossa cara.


É preciso acreditar que todo ser humano tem um lado “gelo” dentro de si, o que precisamos de verdade é saber ativá-lo. Ter um coração de pedra as vezes é até bom. Você torna-se mais passiva e quem sabe até, não consegue ver a situação com mais clareza e distante de tudo? Assim torna-se mais perceptível as pessoas que se aproximam de você. Oooooou nãooo...


Mas realmente é bom pensar mil vezes antes de se aproximar e se apegar a alguém. Hoje, procuro não enxergar senha errada nem trocar números. O jeito é desligar, tentar aproveitar o lado bom de estar com a senha perdida, e curtir a vida sem pressa. Ah, e é claro, ativar a tecla: coração de pedra.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Mas é ciúmes, ciúmes de você...

Sempre fui ciumenta. Uma amiga diz que existe dentro de mim um monstro que me domina e que me deixa completamente cega diante de alguns fatos. Apelidamos esse mostro do ciúmes de Fiona. Engana-se quem pensa que Fiona só se revela na frente do sexo oposto. Ela esta presente quando envolve pai, mãe, irmão, amigos.... só não tenho ciumes de coisas materiais, tipo roupa, sapato, esses tipos de coisa. Aí realmente não ligo, mas a idéia de “perder” alguém, me tira do sério.

Nem sempre o motivo do ciúmes está ligado ao medo de ser traída, até porque hoje em dia tenho uma idéia sobre traição muito diferente da que tinha anos atrás (cabe posteriormente um post sobre isso), mas acho que exatamente a esse medo de perder, de ser deixada de lado, de troca. Tento relacionar isso a certa insegurança, mas isso não basta. Volta e meia Fiona reaparece das maneiras mais inusitadas.

Lembro uma vez de um namorado que adorava me ver com ciúmes dele (acho que pelo fato dele não demonstrar ciúmes nenhummmmm). Certo dia, estávamos vendo uma revista feminina que tinha acabado de chegar à minha casa, ainda plastificada. De repente, vejo o desgraçado olhando, mas olhando do tipo MUITO, a seção de moda, onde belas modelos se exibiam. Encarei-o. Ele só fazia: “nossa, que mulher bonita!”. Para evitar qualquer descontentamento, virei a página. Ele voltou. Virei novamente e pedi para que continuássemos a olhar a revista. Quando paramos de ver eu tentava conversar e ele voltava para a porrcaariiiaaa da página de mulher. AFF, Fiona entrou em ação, sem dó e piedade, e rasgou a revista inteira, cada página. Ótimo foi minha mãe perguntando no outro dia pela revista e eu tendo que comprar uma novinha pra ela.

Tudo bem, isso faz muitos, mas muitos anos atrás, e acho que já amadureci um pouco neste tempo. Apesar de que logo depois veio o tal do Orkut pra infernizar a minha vida. Oohh maldição... nunca briguei com namorado por causa de Orkut (já vi gente sair do Orkut por causa de ciúmes de namorado), mas scraps alheios já me renderam algumas caras feias e sentimentos de vingança. Mas nunca fui de cheirar camisa, mexer em celular (uma vez fiz isso, vi uma msg para uma pessoa que eu não gostava e depois achei melhor evitar), nem pedi senha de nada. Já fiz algumas caretas para amigas metidas a “melhores amigas”, mas sempre aceitei bem as amigas de verdade. Já tive vontade também de ligar de madrugada só pra ver se o cidadão estava em casa, mas confesso que fiquei na vontade. Uma vez decorei o número de amigos que um ex tinha, só para ver quantas pessoas ele add por dia e quem eram elas. Mas isso é besteira,NE? Aposto que muita gente faz...ou não???

Bom, cada vez mais percebo que preciso levar Fiona para a terapia com urgência!!!! Até porque este texto foi escrito após uma breve, exagerada e mal sentida sensação de ciúmes...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

25 coisas sobre mim

1- Nasci no dia 02/03/83, contrariando a vontade do meu pai que queria que a data fosse 03/03/83. Cheguei antes. Meus olhos eram grandes e meu cabelo muito liso. Tenho barroquinhas.

2- Estudei a vida toda no mesmo colégio. Dos 3 aos 18 anos. Lá eu fiz grandes amizades, conheci muita gente e aprendi o que era gostar de alguém. Gaziei aula pela primeira vez na 8ª série. Aula de religião. Morri de medo de ser pega. Nunca levei advertências, nem fiquei em recuperação. Não era a melhor aluna da classe, tirava muitos 7,0. Fui representante de turma por 4 anos seguidos.


3- Dei meu primeiro beijo aos 14 anos, no show do É o tchan, na Pecuária. A pessoa era o “amor da minha vida”, e eu paquerava ele desde os 10 anos. Na época foi perfeito. Só fiquei com ele nesse dia, e mais nunca.

4- A minha “melhor amiga” eu conheço há 16 anos. A gente não tem mais tanto contato hoje em dia, mas estamos sempre juntas nos momentos necessários. Ela casou com um amigo nosso que namora desde os 15 anos. Fui madrinha do casamento deles. Hoje eles têm uma filhinha, a Lys.


5- Tenho 11 grandes amigas. São especiais na minha vida e é uma amizade que vou levar até ficar velha. Nos batizamos de As doze. Sempre nos reunimos nos natais. É sempre a melhor confraternização.

6- Sou extremamente apegada a minha família. Sejam meus pais ou irmão, mas também meus tios, tias, primos... Tenho 9 tios, e mais de 25 primos, e mais de 10 primos, filhos dos primos. Todos meus avós já se foram. Sou extremamente apaixonada pela minha vó Mercedes. Até hoje, depois de 15 anos, ainda sinto falta dela.


7- Quero ter dois filhos, um casal. Mas quero ter uma menina, a Maria Eduarda. Vou chamá-la de Duda e ela vai ter que fazer balé (rsrsrsrsrs...). Se eu não tiver uma menina, vou adotar.

8- Não sou de viajar muito. Nunca sai do País. Fui a Noronha e a viagem foi a mais perfeita de todas. Gostei de salvador também. A energia da cidade é perfeita. Não troco a minha Maceió por nada. Amo esse lugar, sua beleza e suas praias. Espero poder morar aqui a vida toda.


9- Prefiro praia a campo. Sol a chuva. Biquine a cachecol. Sou friorenta e só durmo de ventilador. Nos dias de chuva prefiro ficar em casa, ouvindo o barulho da chuva na janela. Em dias de sol, gosto de rua, de praia, de ver o mar.

10- Tenho uma gata, a Ana Júlia. O nome veio da música dos Los Hermanos, que na época da chegada da minha Ana Júlia, era cantada por meu irmão na banda que ele tocava. A banda era o maior sucesso na época. Isso já tem quase 10 anos.


11- Me considero eclética. Desde que para cada momento exista uma música. Adoro ir para shows de axé. Me divirto. Mas em casa gosto de ouvir Los Hermanos, Capital Inicial, Lulu Santos... também ouço sertanejo, MPB, pagode, bossa nova, samba... desde que faça som.

12- Sou uma formiga, adoro doce! Por mim passaria o dia comendo chocolate, brigadeiro, bolo, sorvete... sempre fui “gordinha”. Tenho quadril e estatura larga. Já fiz mil dietas, já malhei em outras duas mil academias. É a luta eterna. Mas os doces...não consegui largar.


13- Adoro conhecer gente. Adoro observar as pessoas. Apesar de quem me conhece dizer que sou tagarela, prefiro olhar a falar. Não gosto de conversar com taxistas. Prefiro ir pensando na vida durante o trajeto. Mas se for pra falar, eu falo. Sou sincera e se você me dá 1 horinha de papo, conto minha vida inteira.

14- Adoro internet. Sou viciada em MSN. Isso é resultado da minha paixão pelo contato com as pessoas. Mas gosto de ver blogs, ler noticias, fofocas, orkut. Por mim o computador fica ligado 24hrs, mesmo que eu não esteja perto dele.


15- Sempre quis fazer jornalismo. Fiz. Sonho realizado, é iniciada a hora da batalha, da busca pelo lugarzinho ao sol. Amo o que faço. Hoje trabalho com política. Meu sonho é trabalhar na Vogue, é escrever sobre moda, cultura, lazer. Enquanto esse dia não chega, vou seguindo meu caminho.

16- Sou muito chorona. Me emociono facilmente. Vendo filmes então... assistir titanic mais de 10 vezes. Chorei em todas. Comprei a fita VHS. Também assistir Simplesmente amor várias vezes. Comédia romântica é meu estilo favorito. O último filme que assistir foi “O curioso caso de Benjamim Button”. Me apaixonei pelo filme.


17- Quando adolescente costumava colecionar posters, fotos e matérias sobre atores famosos. Era apaixonada pelo Leonardo Vieira. Tinha pastas e pastas com várias entrevistas dele. As tenho até hoje. Também colecionava reportagens sobre os mamonas assassinas. Era fã. Eles morreram no dia do meu aniversário.

18- Escrevia em diário. Tenho mais de 10 agendas em casa, numa caixa. Contava o meu dia a dia, escrevia sentimentos. Sofria tantooooo por amor. Gostava de vários ao mesmo tempo. Não ficava com alguém que não gostasse. Depois aprendi que podemos beijar sem estar apaixonada. A primeira pessoa que fiquei assim foi em 2000, no carnaval da barra. Depois do beijo apaixonei.


19- Passei meu último carnaval em Salvador. Foi a maior e melhor emoção da minha vida. Me divertir como nunca. A ultima viagem que tinha feito nesse estilo foi para Pipa, em 2002.

20- Adoro massas. Meu restaurante preferido é o Massarella, mas vai fazer um ano que não vou lá. Costumava ir todos os domingos. Minha pizza preferida lá é a de lombo catupiry e quatro queijos, e para sobremesa, torta de chocolate com morango. Para beber, sempre coca zero. Minha bebida preferida.


21- Namorei por 6 anos e estou há um, sozinha. É a primeira vez que procuro me conhecer de verdade e descobrir em mim quem sou. Para isso, conto com a ajuda da terapia, que inicia há um ano atrás, antes do fim do namoro. Deixando os preconceitos de lado, me apaixonei pela análise. Quando falto, sinto falta. Tentei deixar. Passei dois meses sem ir e voltei.

22- Sou espírita. Estudei minha vida toda em colégio católico. Fui batizada, fiz primeira comunhão e crisma. Participava dos encontros da igreja do colégio. Mas os ensinamentos de casa predominaram. A maior parte da minha família é espírita. Acredito que a vida não acaba aqui e que a evolução do espírito precisa ser diário. Acredito em energia negativa, mau olhado e inveja. Me protejo orando. Acredito na caridade e no amor.


23- Valorizo muito meus amigos. São meus tesouros. Apesar de muitas vezes ser ausente. Criei laços fortes com amigos de colégio, de faculdade e da vida. Sempre convivi com mais amigos homens. Hoje isso mudou um pouco, mas continuo acreditando que eles são os melhores amigos. Acredito sim em amizade homem x mulher sem envolvimentos.

24- Sonho em casar. ‘All nees is love”, dos Beatles, tocará na igreja. Não quero vestidos de princesa, mas já tenho até ideia do modelo. Se nada disso acontecer, ficarei feliz em ter uma casa, meu marido e, principalmente, meus filhos.

25- Não como comida fria. Odeio saladas. Nem salada de fruta eu gosto. Mal tomo suco. Morreria de fome se tivesse que ser vegetariana.

sábado, 16 de maio de 2009

O curioso caso da vida

É até engraçado dizer isto, mas às vezes me assusto com a idade que tenho: 26 anos. Meu espanto nem é pela idade em si, mas pela velocidade com a qual cheguei até ela. Minhas lembranças de criança ainda estão comigo, as brincadeiras de Barbie, de escolinha, de vôlei no portal... No entanto, a vida tem passado tão depressa que quando nos damos conta estamos envelhecendo.

Acabo de assistir o filme “O curioso caso de Benjamim Button”. Que filme! Confesso que no seu inicio estava tomada pela distração e pelo sono. Foram precisos alguns intervalos para não me deixar ser levada por nenhum cochilo. A certo ponto (nem sei ao certo especificar qual), os olhos estacionaram e liguei o pisca de alerta. A cada cena o coração dava uma parada. “E agora, o que vai acontecer??”.

“O curioso caso de Benjamim Button” conta a história de um homem que nasce velho e que vai rejuvenescendo ao longo da vida. Benjamim me colocou a pensar e me tirou o sono que persistia. Chorei, rir, entendi... Entendi que não importa o curso da vida, estamos sempre a vivenciar momentos. Muitas cenas do filme são verdadeiras lições, como na hora em que Benjamim larga tudo e começa outra vez. Podes pensar: “Ah, mas para ele era fácil, uma vez que o tempo passava e ele se tornava mais novo, com mais saúde, mais disposição”. Engana-se. Como qualquer um de nós, a vida dele também teria um final, e mesmo com menos rugas e mais vitalidade, Benjamim carregava consigo o peso da sua historia e dos seus dias.

Vejo aparecer na mídia toda hora mais e mais recursos contra rugas e antienvelhecimento. Por favor, deixe-me com minhas rugas. A marca do tempo em mim servirá para cada dia que eu viver, cada historia que eu possa contar. Só vale rejuvenescer se o ciclo natural for este. Caso contrário, haverá dores e perdas, como em um caso comum qualquer. Enquanto Benjamim se tornava mais vivaz, via as pessoas com que convivia e a quem mais amava partirem. O que vale, é caminhar ao lado da vida.

Mais jovem, Benjamim diz algo que muito me marcou. Quando surpreendido pela aparência mais jovial, ele responde: “apenas exteriormente”. É neste ponto que nasce a essência do conflito entre ser jovem x ser velho. A idade de cada um pode ser contada pelos anos. A aparência pode ser medida pela mudança da cor do cabelo, pelas rugas e pelas marcas. Mas o tempo vivido depende apenas de cada um. Não importa a aparência que você apresenta, mas o que você faz com os dias que te são dados.

Com certeza este foi um dos filmes que mais me tocou até hoje. Não tem como esquecer sua história (sou péssima para decorar enredos de filme. Apesar de comédias românticas serem as minhas preferidas, dificilmente consigo distinguir suas historias),marcada a cada cena pelo diferencial, pelo incomum, o insensato que nos põe a pensar. Benjamim me deixou curiosa não apenas pela sua historia de vida e de amor, mas pelo despertar para a vida. O relógio corre em seu sentido, assim como os dias nascem e vão embora. E não pára. O filme acaba, mas seu enredo segue em cada tempo...

“As nossas vidas são definidas pelas oportunidades... mesmo aquela que perdemos” (o curioso caso de Benjamim Button)

Um PS que não poderia faltar: com o perdão da palavra, PQP!! O que é o Brad Pitt neste filme ao ficar mais jovem?? Como uma pessoa que tem um homem desses em casa ainda pensa em cuidar de 6 filhos?? Por favor, alguém me explica???