sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Amanhã...

Sabe quando o coração dói e você não entende a causa da dor? Ou até entende mas não sabe porque ela demora tanto a passar
Datas sempre me marcaram, mas se tem uma coisa que eu insisto em querer aprender é a olhar pra frente. Aquela respirada bem funda, que parece que vai consumir todo oxigênio do mundo, e fé, que tudo vai passar, até esta dorzinha.
Quando olho pra trás vejo o quanto eu mudei. Não sei dizer se pra melhor ou pior, mas acho que amadureci muito e aprendi a ser mais inteira. Mas se tem uma coisa que parece que a gente não aprende nunca é a não olhar pra trás. E ontem eu contei os anos... Foram muitos. O tempo passou sem eu nem perceber. Tudo que parecia tempos e tempos soa como ontem, e tudo que é hoje, nem soa mais...

Entre fotos, e-mails e rabiscos, a letra de uma música marcada na história: “Se amanhã não for nada disso, caberá, só a mim esquecer...” .

O presente não dói, o que dói é o passado

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Calma...

Paciência
Lenine
Composição: Lenine e Dudu Falcão



Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...


Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...


Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...


Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão raraTão rara...


Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

“E quem não gosta de samba, bom sujeito não é...”

A música sempre foi algo muito presente na minha vida. Simplesmente ADORO. Nossas fases na vida deveriam ter trilha sonora ao fundo. E sei que tem. Quem não tem aquela musica que marcou certo período da vida, que lembra daquela pessoa, daquela fase, daquela noite, daquele dia?

A música traz para mim uma mistura de sensações muito diferenciadas. Com ela posso ficar triste em questões de minutos, mas também posso sair de uma nuvenzinha negra e me alegrar como nunca na vida.

Gosto de tudo, ouço de tudo (muito eclética a minha pessoa,NE??). Ultimamente o que mais toca no i.pod é samba. Dos velhos pagodes da vida, como exaltasamba, Belo e inimigos daHP, como a nova safra de sambistas como Diogo Nogueira, Roberta Sá, Maria Rita (mistura de samba com MPB-adoroo).

Há uns dias atrás fui ao show da banda Samba dibanda, de Salvador. MARAVILHOSAAA!!! Muito samba que há muito tempo eu não ouvia: Chico, Martinália, Adoniram Barbosa, Maria Rita, Diogo Nogueira... uma enchurrada de boa música, de bom clima, de alegria no coração e samba no pé. Ooohh coisa boa!!!

A voz de Illy Gouveia, cantora do Samba Dibanda, encanta e prende a atenção. O astral do samba, a sua melodia e sua alegria até mesmo nas horas tristes. Um samba desconhecido e ao mesmo tempo tão familiar.

E se minha vida hoje fosse um samba, que tal esse aqui:

Fé em Deus
Diogo Nogueira
Composição: Flavinho Silva


A luta está difícil, mas não posso desistir
Depois da tempestade, flores voltam a surgir
Mas quando a tempestade demora a passar
A vida até parece fora do lugar
Não perca a fé em Deus, fé em Deus
Que tudo irá se acertar
Pois o sol de um novo dia vai brilhar
E essa luz vai refletir na nossa estrada
Clareando de uma vez a caminhada
Que nos levará direto ao apogeu
Tenha fé, nunca perca a fé em Deus
Pra quem acha que a vida não tem esperança
Fé em Deus
Pra quem estende a mão e ajuda a criança
Fé em Deus
Pra quem acha que o mundo acabou
Pra quem não encontrou um amor
Tenha fé, vá na fé
Nunca perca a fé em Deus
Pra quem sempre sofreu e hoje em dia é feliz
Fé em Deus
Pra quem não alcançou tudo que sempre quis
Fé em Deus
Pra quem ama, respeita e crê
E pra aquele que paga pra ver
Tenha fé, vá na fé
Nunca perca a fé em Deus
Aquilo que não mata só nos faz fortalecer
Vivendo aprendi que é só fazer por merecer
Que passo a passo um dia a gente chega lá
Pois não existe mal que não possa acabar
Não perca a fé em Deus, fé em Deus
Que tudo irá se acertar
Pois o sol de um novo dia vai brilhar
E essa luz vai refletir na nossa estrada
Clareando de uma vez a caminhada
Que nos levará direto ao apogeu
Tenha fé, nunca perca a fé em Deus
Pra quem acha que a vida não tem esperança
Fé em Deus
Pra quem estende a mão e ajuda a criança
Fé em Deus
Pra quem acha que o mundo acabou
Pra quem não encontrou um amor
Tenha fé, vá na fé,
Nunca perca a fé em Deus
Pra quem sempre sofreu e hoje em dia é feliz
Fé em Deus
Pra quem não alcançou tudo que sempre quis
Fé em Deus
Pra quem ama, respeita e crê
E pra aquele que paga pra ver
Tenha fé, vá na fé, nunca perca a fé em Deus

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Decifrando

Como conquistar alguém? Será que existem fórmulas? Já ouvir dizer que é preciso ser recatada e difícil. Não pode ficar, para que a outra pessoa lhe valorize e você faça o “diferencial”. E aí você tenta ser independente, não pegar no pé, dar espaço. E acaba sendo tachada de fria e calculista. Se você “se joga no amor”, é vista como frágil e pegajosa.

Vendo alguns casos ultimamente, percebo que não existem fórmulas para o amor. Há muito tempo, eu entendi que ninguém é obrigado a gostar de ninguém. Mas desvincular a falta de amor, ou o desamor, de você, é algo muito difícil.
Não “se culpar” por não conquistar a outra pessoa, é coisa rara. Não “se culpar” por ele ter preferido ela do que você, é só para as ricas em auto estima. Nós, a maioria, simples mulheres, mortais, nos ofendemos, nos culpamos, queremos pesquisar culpas e buscar defeitos.

Entender que simplesmente “não deu”, é para poucos e bons. Nós ainda insistimos em procurar defeitos. E na próxima oportunidade, vamos atrás de novas formas de conquistas. Mudamos nosso jeito, tentamos nos blindar, e investimos em ser pessoas que simplesmente não somos, por medo ou por tática. Se não dá certo, mais uma vez procuramos o “nosso” erro.

Às vezes acho que é o momento de largar de mão de procurar fórmulas. A pessoa vai gostar de você quando tiver que gostar. Não importa o que você faça, como você aja. Ela vai gostar de você despenteada, desastrada, insegura, ou independente.

Eu, sinceramente, não sei explicar como isso funciona, mas aos poucos, entendo que para o amor, não existe currículo nem trejeitos. Um hora, o amor vem.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Cidade Maravilhosa


Amanhã é dia de realizar mais um sonho: RIO DE JANEIRO. Sonho simples,né? Mas sou assim mesmo, simplééérrrimaa, humilde demais minha pessoa..Hahahahaa...

Sempre quis conhecer aquela cidade tão linda e tão viva. Apesar dos noticiários estarem me preocupando bastante, mostrando tanta violência (praticamente uma guerra civil), vou com a esperança de que lá estarei abençoada por Deus, pelos meus espíritos protetores, por todos os santos e oxalás.

Quero sentir a vida da cidade, ver o Cristo, o Leblon, o samba da Lapa, os barzinhos, a praia, a cerveja, a FARM (segura o cartão de créditooo..hahahaha).

Dois dias de folga no trabalhinho para dizer que eu vim e vi.
E que seja muito divertido!!!!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O Ser Criança

Ontem foi Dia das Crianças. Dia feliz, dia que eu adorava estar com meus pais, desembrulhar os presentes, brincar a tarde toda com minhas barbies novas, minhas bonecas.. oohh doce infância.

A ingenuidade, o descompasso, o ritmo lento, a brincadeira mais acelerada. O Ser Criança é algo que permanece dentro de todos nós por uma vida inteira. Tem gente que não percebe isso e acaba enterrando essa essência, a perdendo de vista. Tem gente que a deixa ali, viva, iluminada, transparente. É bom saber quando usar este ser, um ser de alegria e de graça.

Minha infância foi a época mais doce da minha vida. Lembro das idas e dos almoços na casa da vovó Mercedes, onde sempre brincava de vendinha com meus primos no jardim espaçoso e tão verde. Lembro das brincadeiras de casinha, de escola, de barbie... onde todas as minhas bonecas ‘principais’, se chamavam Maria Eduarda (Alguma dúvida sobre o nome da minha filha??).

Lembro da paciência de arrumar, boneca por boneca, na hora de dar aula para elas. Do riso solto de mainha enquanto eu explicava, seriamente, a cada uma, como se lia a palavra bola, casa e alegria. A exaustão de fazer as ‘tarefas’ de casa de cada um, sempre modificando as letras no caderno que eu separava para cada ‘aluno’.

Como era doce a brincadeira... E quando enjoava, era hora de inventar mais, de mudar a decoração da sala, de trocar a escolinha por uma loja e inventar, inventar, inventar.
Em um lar feliz, cresci sabendo o que é ser criança e tendo nos lábios o sorriso mais gostoso e puro de uma época que não volta mais.

Agora é tempo de acreditar que poderei proporcionar aos meus filhos uma infância tão linda quanto a minha. Tão cheia de amor e carinho. Como diz painho, “o ser humano ainda tem muito que evoluir”. Sei que não será nesta vida que poderei ver meus filhos em um mundo com menos crueldade e violência, mas ainda é tempo de acreditar que o mundo pode sim melhorar e tudo depende dos nossos governantes, do nosso voto, da nossa consciência cidadã, da nossa parte.

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Em cada pedacinho de mim...

Você sabe o que é inteireza?
A primeira vez que ouvi essa palavra foi em um e-mail entre amigas (eu era uma delas). Apesar de soar estranho, entendi que a palavra se relacionava ao “ser inteiro”, ser completo. O que não sabia era O QUE aquilo representava na vida de alguém.

Sempre achamos que precisamos de alguém ao nosso lado e que não podemos ser felizes sozinhos. Ok, sou sim uma dessas pessoas. Acredito que somos feitos de pessoas e de fatos. Que cada pessoa que passa por nossa vida ajuda a construir o que nós somos, o que queremos, o que sentimos.

Que minha pele, meu cabelo, minhas recém ruguinhas, minha gordurinha extra, meu sorriso e até minha barroquinha, são resultados de gente. É muito do meu pai, é muito da minha mãe, é um pouco de um colega de trabalho, é um tiquinho de um amor passado, é muito dos amigos, é...é sempre de gente.

Na vida a gente ganha e perde pessoas que aprendemos a amar a cada instante. Quando elas partem, a dor traz até nós a incerteza da felicidade. E por muitas vezes deixamos de nos entregar e de viver por medo. E é esse medo burro que não permite sermos inteiros.

Nos é feito um buraco. Falta um pedaço da gente. Quando perdi minha vovó Mercedes há 11 anos, não fazia ideia do buraco que ela deixaria em mim. Porém, o tempo me ensinou a preencher aquele espaço com lembranças, com orações, com o sentimento de que ela está sempre por perto, segurando minha mão. O espaço deixado por amores que a vida levou hoje são preenchidos com recordações, como páginas de um livro que nós escrevemos.

Quando a folha acaba, nós viramos a página, e a história segue.

Hoje entendo que podemos ser inteiros não por ter alguém ao nosso lado, mas por ter tido. Somos inteiros quando vivenciamos a vida como se deve: de forma intensa, da forma que nos agrada. Somos inteiros quando conseguimos ser fiéis ao que sentimos, e a cada pedacinho de nós.

Inteireza hoje faz parte do meu dicionário interno, porque hoje posso sentir a paz no silêncio, a felicidade nas lembranças e a calma no acaso. É possível hoje enxergar que a plenitude vem com o tempo e a paciência. O medo burro, há muito ficou lá trás...