Hoje eu fiz algo que não fazia há muito tempo: mudar as fotos do meu quarto. Confesso que AMO fotos. Sou apaixonada por retratos, daquelas que olham mil vezes, que gosta de revelar, ter contato com a foto. No meu quarto existem muitos espaços para elas: mural, porta-retratos, aspirais..enfim...
Muitos desses lugares estavam vazios, talvez mostrando que a foto que um dia esteve ali, se perdeu. Mostrando talvez, que aquelas imagens, recordações, não pertenciam mais ao meu quarto nem ao meu dia dia nem à minha decoração, nem, talvez, à minha vida.
E por que tanto tempo para substituir lugares vazios?? Difícil responder. De certo, a vontade de preencher aqueles lugares com novas fotos, novas lembranças, novas recordações, de uma nova pessoa, uma nova vida.
A gente segue. Virar páginas é muito mais difícil do que imaginamos, e se reestruturar é algo que não pode ser feito do dia pra noite. É preciso calma, serenidade, paciência, muitaaa, paciência. Caminhar sem olhar para trás com apego ou mágoa é sinal de amadurecimento, e nem sempre estamos preparados para amadurecer. Me sinto uma viciada após a rehab. Curada?? Curada do meu vício de “ter alguém” ao meu lado. Aos poucos me sinto mais forte, porque me torno auto-suficiente, sabendo e descobrindo da minha capacidade de ser feliz sozinha, comigo mesma. Tendo paciência comigo, para me descobrir e aprender a viver de forma saudável, feliz. Recaídas são possíveis, mas não desejáveis.
Feliz ao ver novas pessoas nos porta-retratos. Amigos novos, imagens novas, paisagens, lugares, e ao me ver, vejo também uma nova pessoa. Não sei se melhor ou pior, mas diferente. De igual, só os sorrisos das fotos: um sorriso com sabor de felicidade...
sábado, 26 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
O Maneco de todos nós
Essa semana estreiou ‘Viver a Vida”, mais uma novela de Manoel Carlos. Entre Helenas, Leblon, Búzios, Zé Mayer e tantos outros detalhes que lembram tanto o famoso “Maneco”, mais uma história com um tom de vida real.
Confesso que gosto muito de novela, no entanto, hoje em dia não acompanho nenhuma, pois o que me resta é pegar o finalzinho da novela das 21h, que é a hora em que estou chegando em casa, do trabalho.
Mas para mim, falar de novela é falar de Manoel Carlos. Por mais que todas as outras sejam ótimas e saibam como prender o telespectador, acredito que haja uma identificação maior com o enredo do Maneco.
Ok pessoas, não estou falando das casas gigantes com piscinas olímpicas, champanhe ao meio dia, carros luxuosos nem lanchas e helicópteros. Falo dos fatos: quem não lembra de Carolina Dieckman com leucemia, ou o Orestes com problema de alcoolismo, ou a malvada Dóris implicando com seus avós e lamentando a vida simples que levava, ou Tony Ramos levando uma bala perdida ao fugir de um assalto, a Gisele e seu problema de bulimia, entre tantos outros? Quem nunca se viu naquelas cenas de café da manhã onde são tratados temas como violência, política, dia a dia?
Apesar de simples, os diálogos de Maneco têm algo ‘nosso’. Sejam os lindos e famosos à beira da piscina, seja o porteiro, a empregada, o recepcionista do hotel, o trabalhador.
E as Helenas? Mulheres firmes, vivas, simples, que possuem qualidades e defeitos. Erram, e erram muito. Como todos nós.
Maneco encanta da trilha sonora aos depoimentos finais. Da abertura ao cenário. E seu elenco sempre primordial. Cá entre nós, o que é o Zé Mayer?? O pegador!! Hahahaha...
Três capítulos bastaram para eu não me decepcionar, e me ver, novamente, diante de uma grande história, que com certeza, vai emocionar, fazer rir, chorar, gerar discussão e prender o telespectador diante da tela, provando que quem foi rei nunca perde a majestade.
Confesso que gosto muito de novela, no entanto, hoje em dia não acompanho nenhuma, pois o que me resta é pegar o finalzinho da novela das 21h, que é a hora em que estou chegando em casa, do trabalho.
Mas para mim, falar de novela é falar de Manoel Carlos. Por mais que todas as outras sejam ótimas e saibam como prender o telespectador, acredito que haja uma identificação maior com o enredo do Maneco.
Ok pessoas, não estou falando das casas gigantes com piscinas olímpicas, champanhe ao meio dia, carros luxuosos nem lanchas e helicópteros. Falo dos fatos: quem não lembra de Carolina Dieckman com leucemia, ou o Orestes com problema de alcoolismo, ou a malvada Dóris implicando com seus avós e lamentando a vida simples que levava, ou Tony Ramos levando uma bala perdida ao fugir de um assalto, a Gisele e seu problema de bulimia, entre tantos outros? Quem nunca se viu naquelas cenas de café da manhã onde são tratados temas como violência, política, dia a dia?
Apesar de simples, os diálogos de Maneco têm algo ‘nosso’. Sejam os lindos e famosos à beira da piscina, seja o porteiro, a empregada, o recepcionista do hotel, o trabalhador.
E as Helenas? Mulheres firmes, vivas, simples, que possuem qualidades e defeitos. Erram, e erram muito. Como todos nós.
Maneco encanta da trilha sonora aos depoimentos finais. Da abertura ao cenário. E seu elenco sempre primordial. Cá entre nós, o que é o Zé Mayer?? O pegador!! Hahahaha...
Três capítulos bastaram para eu não me decepcionar, e me ver, novamente, diante de uma grande história, que com certeza, vai emocionar, fazer rir, chorar, gerar discussão e prender o telespectador diante da tela, provando que quem foi rei nunca perde a majestade.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Somando
A mistura não é difícil e o resultado é uma delícia: praia, fim de semana, amigos, caipiroscas, sol, música, infinitas conversas, visitas especiais e muita, muita alegria.
E nas trocas de ideias e nas conversas inesperadas, descobrimos o quanto os seres humanos são diferentes.
Quando os assuntos percorrem caminhos como política, religião, comportamento, gostos, objetivos, não dá pra se conter: muitas vezes me calo, porque gosto de vê-los falar e falar e falar. Gosto de absorver a ideia que cada um tem da vida e o ponto de vista de cada uma daquelas pessoas que fazem parte do meu caminho. No final das contas, tudo acaba em risada, em piadinhas e na certeza de que nunca estaremos sozinhos.
O mundo é uma roda gigante que volta e meia nos coloca lado a lado daqueles que um dia estavam distante. Passe o tempo que passar, dentro de qualquer distancia, os laços podem estar desfeitos, mas o nó une nossas vidas. E dentro desta roda, eu me sinto cada vez mais completa.
Amizade. Que poder incrível tem esta palavra. Que sensação ela nos traz e como nos fortalece. Depois de cerca de 10 anos, passei o fim de semana com aquela que até hoje chamo de “minha melhor amiga”. Mesmo diante de sua dor com o relacionamento recém rompido, nossos nós pareciam duas fortes amarras que jamais tinham sido desfeita. De fato, sempre estávamos presentes uma na vida da outra. Nos olhamos e percebemos o quão pouco sabemos de fatos da vida uma da outra, mas nos olhares, temos a certeza de que somos irmãs de outras vidas. A ela, dei minha atenção, meu amor, meu afeto, meu abraço, meus novos amigos, minha confiança, e mais, a certeza de que somos melhores e maiores quando nos descobrimos.
Ao mesmo tempo, uma certa tristeza faz eu pensar em até que ponto eu posso ir ao me doar em uma amizade. Eu sou assim: eu me entrego, me jogo de cabeça, confio, fico em todos os lados. Mas quando a outra pessoa trata tudo isso com desdém, nada me resta a fazer. Só o tempo mostra quem são nossos verdadeiros amigos, e quem são aqueles que apenas usufruem momentos ao nosso lado. Quando não mais interessa, nem um tchau nos resta.
Gosto quando meus amigos dizem quando estou errada, quando falam, quando berram, quando me alertam, me acordam. Do mesmo jeito que gosto quando eles me fazem especial, presente, adorada, feliz.
Entre areia de praia, sol, mar, caipiroscas, músicas, conversas e risadas, a certeza de que hoje sou muito mais completa ao lado de pessoa que somam o tempo todo.
E nas trocas de ideias e nas conversas inesperadas, descobrimos o quanto os seres humanos são diferentes.
Quando os assuntos percorrem caminhos como política, religião, comportamento, gostos, objetivos, não dá pra se conter: muitas vezes me calo, porque gosto de vê-los falar e falar e falar. Gosto de absorver a ideia que cada um tem da vida e o ponto de vista de cada uma daquelas pessoas que fazem parte do meu caminho. No final das contas, tudo acaba em risada, em piadinhas e na certeza de que nunca estaremos sozinhos.
O mundo é uma roda gigante que volta e meia nos coloca lado a lado daqueles que um dia estavam distante. Passe o tempo que passar, dentro de qualquer distancia, os laços podem estar desfeitos, mas o nó une nossas vidas. E dentro desta roda, eu me sinto cada vez mais completa.
Amizade. Que poder incrível tem esta palavra. Que sensação ela nos traz e como nos fortalece. Depois de cerca de 10 anos, passei o fim de semana com aquela que até hoje chamo de “minha melhor amiga”. Mesmo diante de sua dor com o relacionamento recém rompido, nossos nós pareciam duas fortes amarras que jamais tinham sido desfeita. De fato, sempre estávamos presentes uma na vida da outra. Nos olhamos e percebemos o quão pouco sabemos de fatos da vida uma da outra, mas nos olhares, temos a certeza de que somos irmãs de outras vidas. A ela, dei minha atenção, meu amor, meu afeto, meu abraço, meus novos amigos, minha confiança, e mais, a certeza de que somos melhores e maiores quando nos descobrimos.
Ao mesmo tempo, uma certa tristeza faz eu pensar em até que ponto eu posso ir ao me doar em uma amizade. Eu sou assim: eu me entrego, me jogo de cabeça, confio, fico em todos os lados. Mas quando a outra pessoa trata tudo isso com desdém, nada me resta a fazer. Só o tempo mostra quem são nossos verdadeiros amigos, e quem são aqueles que apenas usufruem momentos ao nosso lado. Quando não mais interessa, nem um tchau nos resta.
Gosto quando meus amigos dizem quando estou errada, quando falam, quando berram, quando me alertam, me acordam. Do mesmo jeito que gosto quando eles me fazem especial, presente, adorada, feliz.
Entre areia de praia, sol, mar, caipiroscas, músicas, conversas e risadas, a certeza de que hoje sou muito mais completa ao lado de pessoa que somam o tempo todo.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
De leve...
Doidas e Santas
Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar o nosso poder de sedução para encontrar the big one, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá prá ocupar uma vida, não é mesmo? Mas além disso, temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar loura e cafetina, ou sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.
Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos.
Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota.
Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só se for louca de pedra.
Martha Medeiros
Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar o nosso poder de sedução para encontrar the big one, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá prá ocupar uma vida, não é mesmo? Mas além disso, temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar loura e cafetina, ou sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.
Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos.
Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota.
Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só se for louca de pedra.
Martha Medeiros
terça-feira, 18 de agosto de 2009
A partir de hoje...
Estabelecer marcos pra mim sempre foi algo muito importante. Na vida, é preciso estabelecer uma hora pra você iniciar seus projetos, suas ações, suas vontades.
Deixar a vida seguir é importante, mas é preciso estar sempre muito focado no presente para que isto aconteça de forma sadia. Comigo não funciona assim.
Se vou começar uma dieta estabeleço um dia, se vou começar a fazer algum trabalho marco a hora; se quero mudar, é a partir de tal data de tal ano que quero que isso aconteça.
Ano novo é sempre um marco importante na minha vida, porque é quando eu gosto de planejar, de sonhar, de impor metas. Mesmo que elas não venham a ser cumpridas.
Me dizem que eu preciso parar de estabelecer marcos, porque a vida tem seu rumo, segue seu fluxo, e quantas vezes eu não quebrei estas datas? Não me importo. Quando o coração resiste a começar alguma coisa, é preciso impor sim, para que venha a força de vontade.
Viajei para Belo Horizonte. Na mala, roupas de frio,maquiagem, saudades e um tiro no escuro.
Para mim, ali seria mais uma data, e A PARTIR daquela viagem, muito ia mudar.
A partir daquela viagem, arrisquei tudo que podia em direção à minha paz. Se os resultados foram positivos ou negativos, pouco importa.
Novos horizontes. É assim que chamo hoje a capital mineira. Com sua brisa fria, sua paisagem encantadora, sua gíria gostosa, seu povo peculiar. Um divisor de águas.
Dentro de mim, uma paz nunca sentida. Calmaria.
Na mala de volta, novas amizades, risadas, lembranças, experiências, pensamentos, saudades, carinho.
E aqui, na rotina, mais um marco: A
-->Ninguém pode voltar e criar um novo início, mas todo mundo pode começar hoje e criar um novo final
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Minha paz
Quando mais nada restar, quando você entender que nada mais pode fazer, quando você compreende que o tempo não volta e que nada se tem a perder porque tudo que você mais queria você já perdeu, não pense duas vezes: ARRISQUE A ÚLTIMA CHANCE!!
Pelo menos você vai encontrar a sua paz nas palavras que você expôs, na tentativa, na luta e na consciência tranqüila.
Pelo menos você vai encontrar a sua paz nas palavras que você expôs, na tentativa, na luta e na consciência tranqüila.
domingo, 9 de agosto de 2009
Quando o amor acaba?
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Este ano meus pais completam 32 anos de casados e 38 de namoro. Ao longo dos meus 26 anos, vi os dois passarem por diversas fases. Vi amores, desamores, brigas, os vi sem se falarem, de cara feia um pro outro, os vi fazerem as pazes, trocar confidencias, risadas, beijos de boa noite e beijos de bom dia. Semana passada, ao dar o beijo de boa noite, os ouvi dizendo “te amo”.
O segredo? Mainha sempre diz que só amor não basta para manter uma relação. É preciso compreensão, carinho, respeito, cumplicidade e paciência, muita paciência.
Ao mesmo tempo ela emenda, dizendo que quando existe amor, isso tudo vem no pacote, porque é este sentimento que faz as pessoas superarem muita coisa para, no final, continuarem juntas, se fazendo felizes. Afinal, este é o único objetivo de se estar com outra pessoa: a felicidade.
Nos últimos tempos vi muitos casais jovens se separando, vi, cada vez mais, amigos fazerem parte das estatísticas dos filhos com pais separados, vi casais se declarando apaixonados e dizendo ‘eu te amo’ como se dissesse bom dia. Será que é a banalização do amor?
Que sentimento é este? Quando é que você sabe que ama uma pessoa?
Será que é quando você acorda e pensa no sorriso da outra pessoa e aquilo te dar uma sensação de bem-estar e felicidade jamais vista? Será que é quando se acolhe nos braços dela e vê que o mundo pode acabar naquele momento que você estará protegida e feliz? Será que é quando o peito dói e a respiração para porque você deseja só ouvir a voz daquela pessoa e não pode? Será que é quando você imagina seus netos correndo pelo meio da casa e ao olhar de lado é ela quem está segurando sua mão?
Amor é querer bem, é querer muito, é querer mais, é querer sempre. Amor é brilho singelo no olhar, é calmaria, é paz. Não tem nada a ver com borboletas de debatendo no seu estômago, nem o suor frio do nervoso, nem com ansiedade, nem tão pouco com vontade sexual. Isso é paixão, é desejo.
O amor é uma plantinha que preciso de tudo isso que foi citado para alimentar-se, para crescer forte, solidificar-se. Mas quando a tempestade passa, é ele, o amor, que traz a calmaria, o acalento, o abraço bom, o sorriso disperso.
E quando é que a gente deixa de amar? COMO?
Ontem, ao receber a noticia de mais uma separação, de duas pessoas muito especiais, um filme passou pela minha cabeça. O inicio daquela relação (a qual eu vi de muito perto, acompanhei...), o bem-querer deles, o brilho nos olhos, a cumplicidade, o respeito, a paz, o fruto, o crescimento, a felicidade...
Quando questionei o motivo do rompimento, ouvi a seguinte frase: o amor acabou.
Fiquei muda. Sei o que é isso. Se de um lado o amor se vai, do outro parece que cresce. Não tive o que dizer, apenas que o tempo iria ajudar a curar aquela dor, e que mais cedo ou mais tarde, aquele amor não iria nem diminuir nem sumir, mas que iríamos nos acostumar com a ausência.
Amor para uma vida inteira. Será que isso ainda existe em alguma parte do mundo? Será que vou crescer percebendo que o amor que vejo todos os dias nos olhos dos meus pais é um sonho, algo imaginário que ficou no passado? Será que eu dizer que quero achar a MINHA pessoa, àquela que vou amar até ficar velhinha, é coisa ingênua de uma pisciana romântica?
Será que terei que ensinar aos meus filhos que “nada é para sempre”?
E ao olhar fotos, relembrar momentos tão felizes, ao relembrar da paz que sentiámos naquele abraço de chegada e despedida, você se pergunta mais uma vez: quando o amor acabou?
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